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Caso Isabelle: o que se sabe sobre a morte de jovem no CE

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta em condomínio de Fortaleza; mãe relata histórico com relacionamento e cobra respostas

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Caroline Vale
Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio em Fortaleza. | Reprodução/Redes sociais

Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio em Fortaleza. | Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil investiga o caso Isabelle Caracristi, de 22 anos, estudante encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado, em Fortaleza, no Ceará. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo cobrando explicações sobre as circunstâncias da morte da filha.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ainda não há laudo da Perícia Forense que determine a causa da morte. Uma equipe da Perícia Criminal esteve no condomínio na noite de 13 de setembro, quando Isabelle foi encontrada. De acordo com a pasta, as informações obtidas no atendimento indicam que o óbito ocorreu por volta das 20h40.

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Em um vídeo publicado nas redes sociais, a mãe contou que tinha uma relação próxima com Isabelle e afirmou que passou a se preocupar com o relacionamento da filha após ela começar a namorar um homem que, segundo o relato, era chefe dela em um escritório de advocacia. O namorado foi identificado como João Munhoz Neto, de 33 anos.

Isorlanda disse que a filha cursava Direito e sonhava em ser advogada criminalista. Segundo a mãe, o relacionamento começou poucos dias depois de Isabelle iniciar o estágio. Isabelle estava morando com João e familiares dele havia algumas semanas.

“Minha filha era uma menina linda, jovem, apenas 22 anos, alegre, quem a conhecia sabia como ela era, cheia de sonhos.”

Mãe advertiu sobre relacionamento

A mãe afirmou que estranhou a rapidez com que a relação evoluiu e relatou que passou a perceber comportamentos que considerava preocupantes. Entre eles, citou a frequência com que a filha passou a permanecer na casa do namorado e mensagens constantes recebidas por Isabelle.

Segundo Isorlanda, a filha também teria contado que o namorado pediu para usar o cartão bancário dela e teria sugerido colocar uma empresa em seu nome. A mãe afirmou que ficou alarmada com a situação.

“Gente, eu enlouqueci, eu enlouqueci”, disse a mãe ao recordar o momento em que soube do pedido.

Isorlanda também afirmou que considerava o comportamento do namorado controlador. No relato, disse que a filha recebia mensagens continuamente e que familiares chegaram a conversar com ela sobre a situação.

A mãe contou que Isabelle passou o fim de semana anterior à morte com ela. No entanto, no domingo, a jovem decidiu voltar para o condomínio onde morava com o namorado para participar de uma missa e de uma procissão da igreja.

Última mensagem e descoberta da morte

Isorlanda disse que, naquele dia, recebeu uma mensagem da filha falando sobre um frango que havia deixado na air fryer e, depois, outra às 19h22 dizendo: “Mãe, eu te amo”. Segundo ela, Isabelle não enviou a mensagem de boa noite que costumava mandar diariamente.

Na manhã seguinte, a mãe afirmou que tentou entrar em contato diversas vezes com a filha, sem conseguir. Ela também relatou que tentou falar com o namorado de Isabelle, mas não recebeu resposta. “Eu percebi, para minha surpresa, que eu estava bloqueada", afirmou.

De acordo com o relato, Isorlanda foi até o condomínio acompanhada de familiares para tentar localizar a filha. Ela afirmou ter percebido uma movimentação diferente entre funcionários do local e disse que foi informada pela síndica de que Isabelle havia morrido na noite anterior e estava no IML.

Isorlanda questionou por que, segundo ela, não foi comunicada diretamente pela família sobre a morte da filha. A mãe também afirmou que, cinco dias após a morte, não havia recebido contato do namorado ou de familiares dele.

“Eu preciso de respostas, eu preciso de respostas, e eu quero justiça por minha filha.”

A SSPDS informou que a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital investiga o caso.

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