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Partido pró-Putin vence eleições parlamentares russas

Rússia Unida garante 355 das 450 cadeiras na Duma Estatal, a câmara baixa do parlamento, após conquistar 57,83% dos votos

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André de Sena, com informações da Reuters
Tela exibe resultados das eleições parlamentares da Rússia em Moscou | Shamil Zhumatov/Reuters

Tela exibe resultados das eleições parlamentares da Rússia em Moscou | Shamil Zhumatov/Reuters

O partido pró-Putin Rússia Unida venceu as eleições parlamentares russas, conquistando 57,83% dos votos após a apuração de 95% das urnas, de acordo com dados divulgados pela Comissão Eleitoral Central nesta segunda-feira (21).

Com o resultado, o Rússia Unida garante 355 cadeiras na Duma Estatal, a câmara baixa do parlamento russo, que conta com 450 cadeiras. Além disso, houve um aumento em relação à porcentagem de 49,8% dos votos conquistada pelo partido em 2021, quando haviam sido realizadas as últimas eleições parlamentares.

A votação durou três dias, começando na sexta-feira (18) e sendo finalizada no domingo (20). O presidente russo, Vladimir Putin, buscou usar esse processo para demonstrar que a população continua a apoiar a guerra contra a Ucrânia. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, alegou que Kiev tentou atrapalhar a votação realizada neste final de semana.

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"O adversário – o regime de Kiev – fez tudo o que estava ao seu alcance para perturbar as eleições e alterar o panorama político do país (Rússia). Isso foi particularmente verdade em relação a Moscou. Nos últimos dois meses, dezenas de milhares de drones foram direcionados para Moscou, a região de Moscou e nossa área", disse.

"O adversário estava convencido de que alcançaria seu objetivo, mas o resultado foi exatamente o oposto: Moscou registrou uma participação recorde de eleitores nas eleições para a Duma Estatal", completou.

Sanções dos EUA

Na sexta-feira em que a eleição teve início, os Estados Unidos chancelaram um projeto de lei impondo novas sanções econômicas contra a Rússia, visando principalmente o setor de energia russo, que já tem sido alvo de ataques com drones realizados pelas forças ucranianas.

Nessa segunda-feira (21), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, criticou a medida adotada por Washington. "Claramente, este projeto de lei não contribui para a restauração de nossas relações bilaterais. Nem, é claro, é provável que facilite um progresso mais bem-sucedido rumo a uma solução para a questão ucraniana", afirmou.

Críticos colocam a credibilidade do sistema político russo em dúvida. O Yabloko, único partido contrário à guerra, foi proibido pela Suprema Corte de disputar as eleições. Além disso, figuras de liderança dentro do grupo, como Lev Shlosberg, foram presas após serem condenadas por espalhar "informações falsas" após fazerem comentários críticos ao conflito contra a Ucrânia.

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