Estação começa nesta terça (22) sob forte influência do El Niño, com mais chuva no Sul e tempo mais seco em parte do país
Naiara Ribeiro
Primavera | Reprodução SEMADESC
O inverno se despede e dá lugar à primavera nesta terça-feira (22), às 21h05, pelo horário de Brasília. Neste ano, a estação terá forte influência do El Niño, com previsão de temperaturas acima do normal em grande parte do país e diferenças importantes na distribuição da chuva.
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O fenômeno já influencia o clima desde o inverno e deve se intensificar nos próximos meses. A Climatempo avalia que este pode estar entre os El Niños mais fortes registrados desde 1950, o que deve deixar ainda mais evidentes algumas características da estação.
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Isso porque a primavera já é uma época de aumento das temperaturas e de volta gradual da chuva em boa parte do Brasil. Com a influência do El Niño, porém, o Sul deve receber mais chuva do que o normal, enquanto parte do centro-norte pode enfrentar um período seco mais longo.
O calor também deve exigir atenção. As primeiras ondas de calor podem ocorrer em outubro, principalmente a partir da segunda quinzena, e o risco continua elevado em novembro e dezembro. Em algumas áreas, os termômetros podem passar dos 40°C durante vários dias.
A última primavera sob influência do El Niño, em 2023, ajuda a ter uma ideia do calor que pode ocorrer nessa época do ano. São Paulo chegou a 37,7°C, o Rio de Janeiro a 42,5°C e Cuiabá, a 44,2°C. Foi também naquela estação que o Brasil registrou seu recorde histórico de calor. Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, chegou a 44,8°C em 19 de novembro. O valor é o maior registrado oficialmente pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em mais de 100 anos de monitoramento no país.
As diferenças esperadas para os próximos meses ficam mais claras quando a previsão é dividida pelas cinco regiões:
Região Sul
A chuva deve ser frequente nos três estados, com risco de temporais. No começo da primavera, os maiores volumes são esperados no Paraná. Com o passar dos meses, os episódios de chuva forte devem ocorrer mais vezes no Rio Grande do Sul.
O oeste, sul e sudoeste do Paraná, o oeste e meio-oeste de Santa Catarina e o norte e noroeste gaúcho estão entre as áreas onde pode chover mais. A preocupação com o excesso de chuva continua em novembro e dezembro.
Com mais chuva e a chegada de ar frio, as temperaturas podem ficar mais baixas em algumas áreas. No Rio Grande do Sul, elas devem ficar abaixo do normal para esta época do ano.
Região Sudeste
No Sudeste, São Paulo deve alternar períodos de calor com chuva forte e temporais, principalmente na passagem de frentes frias. O Sul de Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro também podem ter temporais com maior frequência em outubro e novembro.
Já na maior parte de Minas Gerais, no Espírito Santo e em boa parte do Rio de Janeiro, os dias quentes devem ser mais frequentes do que os chuvosos. Belo Horizonte pode passar por longos períodos de calor, com chuva irregular.
O calor deve ser ainda mais forte no extremo norte de Minas Gerais, onde os termômetros podem passar dos 40°C em vários dias. No centro-oeste e sul de São Paulo, por outro lado, as temperaturas podem ficar próximas ou um pouco abaixo do normal.
Região Centro-Oeste
No Centro-Oeste, a chuva será mais frequente em Mato Grosso do Sul do que em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. O estado também pode ter temporais na passagem de frentes frias.
Quanto mais ao norte da região, mais demorada deve ser a volta da chuva. Em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, os períodos de tempo seco podem se prolongar ao longo da primavera.
É também nessa área que o calor deve ser mais forte. O norte de Goiás e de Mato Grosso pode ter vários dias com temperaturas acima dos 40°C. No sul e leste de Mato Grosso do Sul, os termômetros podem ficar próximos ou um pouco abaixo do normal.
Região Nordeste
No Nordeste, o calor e a falta de chuva devem atingir principalmente o interior. A situação preocupa no Matopiba, área de forte produção agrícola que reúne partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, porque a demora na volta da chuva pode dificultar o início do plantio da nova safra.
Teresina deve passar praticamente toda a estação com temperaturas elevadas e pouca chuva. Salvador terá uma condição diferente: mesmo durante uma época do ano que costuma ser mais seca, a cidade pode registrar episódios de chuva intensa.
Região Norte
No Norte, o período seco deve durar mais e ser mais intenso, com pouca chuva e temperaturas elevadas em toda a região. O leste do Amazonas e o noroeste do Pará estão entre as áreas onde o calor deve ficar muito acima do normal.
A falta de chuva também aparece nas capitais. Belém ainda pode ter pancadas isoladas, mas elas não devem ocorrer todos os dias nem atingir toda a cidade. Em Manaus, a volta do período mais chuvoso entre novembro e dezembro deve ser mais lenta.
Esse atraso também pode ser sentido nos rios. No Pará e no Amazonas, a recuperação dos níveis deve demorar mais, o que pode trazer dificuldades para comunidades ribeirinhas e para o transporte de pessoas e cargas. Com menos chuva e temperaturas elevadas, aumenta ainda o risco de queimadas.
O que esperar da primavera de 2026 no Brasil?Estação começa nesta terça (22) sob forte influência do El Niño, com mais chuva no Sul e tempo mais seco em parte do país
Brasil2026-09-21T09:44:03.012ZO inverno se despede e dá lugar à primavera nesta terça-feira (22), às 21h05, pelo horário de Brasília. Neste ano, a estação terá forte influência do El Niño, com previsão de temperaturas acima do normal em grande parte do país e diferenças importantes na distribuição da chuva. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O fenômeno já influencia o clima desde o inverno e deve se intensificar nos próximos meses. A Climatempo avalia que este pode estar entre os , o que deve deixar ainda mais evidentes algumas características da estação. Isso porque a primavera já é uma época de aumento das temperaturas e de volta gradual da chuva em boa parte do Brasil. Com a influência do El Niño, porém, o Sul deve receber mais chuva do que o normal, enquanto parte do centro-norte pode enfrentar um período seco mais longo. O calor também deve exigir atenção. As primeiras ondas de calor podem ocorrer em outubro, principalmente a partir da segunda quinzena, e o risco continua elevado em novembro e dezembro. Em algumas áreas, os termômetros podem passar dos 40°C durante vários dias. A última primavera sob influência do El Niño, em 2023, ajuda a ter uma ideia do calor que pode ocorrer nessa época do ano. São Paulo chegou a 37,7°C, o Rio de Janeiro a 42,5°C e Cuiabá, a 44,2°C. Foi também naquela estação que o Brasil registrou seu recorde histórico de calor. Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, chegou a 44,8°C em 19 de novembro. O valor é o maior registrado oficialmente pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em mais de 100 anos de monitoramento no país. As diferenças esperadas para os próximos meses ficam mais claras quando a previsão é dividida pelas cinco regiões: Região Sul A chuva deve ser frequente nos três estados, com risco de temporais. No começo da primavera, os maiores volumes são esperados no Paraná. Com o passar dos meses, os episódios de chuva forte devem ocorrer mais vezes no Rio Grande do Sul. O oeste, sul e sudoeste do Paraná, o oeste e meio-oeste de Santa Catarina e o norte e noroeste gaúcho estão entre as áreas onde pode chover mais. A preocupação com o excesso de chuva continua em novembro e dezembro. Com mais chuva e a chegada de ar frio, as temperaturas podem ficar mais baixas em algumas áreas. No Rio Grande do Sul, elas devem ficar abaixo do normal para esta época do ano. Região Sudeste No Sudeste, São Paulo deve alternar períodos de calor com chuva forte e temporais, principalmente na passagem de frentes frias. O Sul de Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro também podem ter temporais com maior frequência em outubro e novembro. Já na maior parte de Minas Gerais, no Espírito Santo e em boa parte do Rio de Janeiro, os dias quentes devem ser mais frequentes do que os chuvosos. Belo Horizonte pode passar por longos períodos de calor, com chuva irregular. O calor deve ser ainda mais forte no extremo norte de Minas Gerais, onde os termômetros podem passar dos 40°C em vários dias. No centro-oeste e sul de São Paulo, por outro lado, as temperaturas podem ficar próximas ou um pouco abaixo do normal. Região Centro-Oeste No Centro-Oeste, a chuva será mais frequente em Mato Grosso do Sul do que em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. O estado também pode ter temporais na passagem de frentes frias. Quanto mais ao norte da região, mais demorada deve ser a volta da chuva. Em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, os períodos de tempo seco podem se prolongar ao longo da primavera. É também nessa área que o calor deve ser mais forte. O norte de Goiás e de Mato Grosso pode ter vários dias com temperaturas acima dos 40°C. No sul e leste de Mato Grosso do Sul, os termômetros podem ficar próximos ou um pouco abaixo do normal. Região Nordeste No Nordeste, o calor e a falta de chuva devem atingir principalmente o interior. A situação preocupa no Matopiba, área de forte produção agrícola que reúne partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, porque a demora na volta da chuva pode dificultar o início do plantio da nova safra. Teresina deve passar praticamente toda a estação com temperaturas elevadas e pouca chuva. Salvador terá uma condição diferente: mesmo durante uma época do ano que costuma ser mais seca, a cidade pode registrar episódios de chuva intensa. Região Norte No Norte, o período seco deve durar mais e ser mais intenso, com pouca chuva e temperaturas elevadas em toda a região. O leste do Amazonas e o noroeste do Pará estão entre as áreas onde o calor deve ficar muito acima do normal. A falta de chuva também aparece nas capitais. Belém ainda pode ter pancadas isoladas, mas elas não devem ocorrer todos os dias nem atingir toda a cidade. Em Manaus, a volta do período mais chuvoso entre novembro e dezembro deve ser mais lenta. Esse atraso também pode ser sentido nos rios. No Pará e no Amazonas, a recuperação dos níveis deve demorar mais, o que pode trazer dificuldades para comunidades ribeirinhas e para o transporte de pessoas e cargas. Com menos chuva e temperaturas elevadas, aumenta ainda o risco de queimadas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/o-que-esperar-da-primavera-de-2026-no-brasil