Brasil

Governo prepara plano para ampliar uso de carros elétricos

Força-tarefa terá até oito meses para apresentar propostas sobre infraestrutura de recarga, demanda por energia e produção nacional de baterias

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Por Caio Barcellos
Reuters/Benoit Tessier

Reuters/Benoit Tessier

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta sexta-feira (6) a criação de um grupo de trabalho para elaborar uma estratégia nacional diante do crescimento das vendas de veículos elétricos e híbridos no Brasil.

Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o grupo interministerial terá 120 dias —prorrogáveis por igual período— para apresentar propostas destinadas à expansão da infraestrutura de recarga, à modernização das redes elétricas e ao desenvolvimento da indústria nacional de baterias.

A iniciativa ocorre em meio ao avanço da eletrificação da frota brasileira. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o país registrou 381.609 emplacamentos de veículos leves elétricos e híbridos entre janeiro e setembro de 2026, um avanço de 70,4% frente aos 223.912 durante todo o ano passado.

O crescimento desse mercado exige adaptações no setor elétrico, principalmente para ampliar a oferta de pontos de recarga e evitar sobrecargas nas redes de distribuição, que ocorrem quando a demanda por eletricidade supera a capacidade da infraestrutura, podendo provocar quedas de energia e danos aos equipamentos.

Outra preocupação é o aumento da demanda por minerais críticos, como lítio, níquel e grafite, estratégicos para a fabricação de baterias de veículos elétricos. O grupo também deverá avaliar os impactos ambientais da produção e do descarte desses produtos, além de propor medidas para estimular a fabricação nacional dos componentes.

Os trabalhos serão divididos em cinco frentes técnicas, que abordarão infraestrutura elétrica, indústria e minerais críticos, descarbonização, veículos pesados e políticas públicas de mobilidade sustentável.

O colegiado será coordenado pela pasta de Alexandre Silveira (PSD) e contará com representantes de outros oito ministérios, além da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao MME.

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