Os preços mundiais dos alimentos registraram uma leve queda em outubro na comparação com o mês anterior, de acordo com um relatório publicado nesta sexta-feira (6) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
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O Índice de Preços de Alimentos, que acompanha uma cesta de commodities alimentícias vendidas no mercado internacional, registrou uma média de 133,9 pontos em outubro, fiando abaixo dos 135,6 pontos revisados de setembro. Esse resultado se deve principalmente às quedas mensais nos custos dos cereais, laticínios e carnes.
No caso dos cereais, houve uma queda de 4,5% em relação a setembro e 12,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Um fator que contribuiu para esse cenário foi a desvalorização do trigo, impulsionada pela fraca demanda por importações e pelas melhores perspectivas de produção, especialmente na Argentina.
O recuo nos preços do milho também influenciou. O valor da commodity voltou a cair após atingir seu maior patamar em três anos em setembro. Esse cenário se deve à safra dos Estados Unidos, às expectativas de oferta abundante na América do Sul e às novas perspectivas de amenização das tensões na região do Mar Negro.
"As expectativas de flexibilização das restrições aos fluxos de exportação do Mar Negro contribuíram para a pressão de baixa sobre os preços, embora as contínuas interrupções na logística do Mar Negro tenham limitado a queda", afirmou a FAO em comunicado.
O índice de laticínios caiu 1,1%, já que os preços mais baixos da manteiga e do queijo, associados à oferta abundante e à demanda moderada, superaram a valorização do leite em pó.
No caso das carnes, os preços recuaram 1,2% devido à queda nos preços das carnes suína, ovina e bovina, embora ainda estivesse ligeiramente acima do nível do ano anterior.
O valor dos óleos vegetais subiu 0,3%. Os preços mais altos da soja e do óleo de girassol compensaram a desvalorização do óleo de colza.
Já o açúcar teve seu quarto aumento consecutivo, com uma alta de 6,6%, atingindo o nível mais alto desde dezembro de 2024, depois que chuvas interromperam a colheita no Brasil. A commodity está agora 28,8% acima do nível do ano anterior.
Mesmo com a queda ocorrida entre setembro e outubro, o Índice de Preços de Alimentos está 5,9% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, embora permaneça 16,4% abaixo de seu pico, registrado em março de 2022.
Preços mundiais dos alimentos registram queda em outubroÍndice calculado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura registrou 133,9 pontosMundo2026-11-06T13:43:41.262ZOs preços mundiais dos alimentos registraram uma leve queda em outubro na comparação com o mês anterior, de acordo com um relatório publicado nesta sexta-feira (6) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! O Índice de Preços de Alimentos, que acompanha uma cesta de commodities alimentícias vendidas no mercado internacional, registrou uma média de 133,9 pontos em outubro, fiando abaixo dos 135,6 pontos revisados de setembro. Esse resultado se deve principalmente às quedas mensais nos custos dos cereais, laticínios e carnes. No caso dos cereais, houve uma queda de 4,5% em relação a setembro e 12,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Um fator que contribuiu para esse cenário foi a desvalorização do trigo, impulsionada pela fraca demanda por importações e pelas melhores perspectivas de produção, especialmente na Argentina. O recuo nos preços do milho também influenciou. O valor da commodity voltou a cair após atingir seu maior patamar em três anos em setembro. Esse cenário se deve à safra dos Estados Unidos, às expectativas de oferta abundante na América do Sul e às novas perspectivas de amenização das tensões na região do Mar Negro. "As expectativas de flexibilização das restrições aos fluxos de exportação do Mar Negro contribuíram para a pressão de baixa sobre os preços, embora as contínuas interrupções na logística do Mar Negro tenham limitado a queda", afirmou a FAO em comunicado. O índice de laticínios caiu 1,1%, já que os preços mais baixos da manteiga e do queijo, associados à oferta abundante e à demanda moderada, superaram a valorização do leite em pó. No caso das carnes, os preços recuaram 1,2% devido à queda nos preços das carnes suína, ovina e bovina, embora ainda estivesse ligeiramente acima do nível do ano anterior. O valor dos óleos vegetais subiu 0,3%. Os preços mais altos da soja e do óleo de girassol compensaram a desvalorização do óleo de colza. Já o açúcar teve seu quarto aumento consecutivo, com uma alta de 6,6%, atingindo o nível mais alto desde dezembro de 2024, depois que chuvas interromperam a colheita no Brasil. A commodity está agora 28,8% acima do nível do ano anterior. Mesmo com a queda ocorrida entre setembro e outubro, o Índice de Preços de Alimentos está 5,9% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, embora permaneça 16,4% abaixo de seu pico, registrado em março de 2022.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/precos-mundiais-dos-alimentos-registram-queda-em-outubro
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