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4 novas ameaças de bombas em voos são registradas na França

Aeronaves foram alvo de novas ameaças nesta sexta-feira (6), mas pousaram em segurança; quase 30 voos foram afetados na Europa desde o início da semana

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Por Reuters
Avião Airbus A320 da Aer Lingus desviado para a base aérea de Evreux, na França, após uma ameaça de bomba. | REUTERS/Gonzalo Fuentes

Avião Airbus A320 da Aer Lingus desviado para a base aérea de Evreux, na França, após uma ameaça de bomba. | REUTERS/Gonzalo Fuentes

Quatro novas ameaças de bomba foram feitas nesta sexta-feira (6) contra aeronaves que sobrevoavam o território francês, informou o gabinete do primeiro-ministro da França. Todas as aeronaves pousaram em segurança e equipes de desativação de bombas estão realizando inspeções.

As autoridades realizam uma investigação para determinar a origem das ameaças que afetam toda a Europa, informou o gabinete.

Do início da semana até quinta-feira (5), quase 30 voos foram afetados em toda a Europa. Nenhum governo revelou quem estaria por trás das ameaças, e nenhuma reivindicação de responsabilidade foi confirmada.

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Especialistas em segurança afirmaram que poderia se tratar de indivíduos agindo por motivos pessoais ou de imitadores, mas também que o caso apresentava as características de um “ataque híbrido” mais coordenado.

“Quando se trata de uma situação como essa ou mesmo de outros ataques de sabotagem, é realmente difícil provar que há um determinado país por trás disso. Mas isso se encaixa no modus operandi”, disse Eric Schouten, chefe do grupo de segurança aeronáutica Dyami.

Muitas autoridades europeias acusaram a Rússia de orquestrar sabotagens e ataques híbridos desde sua invasão da Ucrânia em 2022. Esses ataques costumam ser baratos de executar, facilmente negáveis e não devem provocar uma resposta armada.

A Dinamarca, a Polônia e a Romênia, todas afetadas pelas interrupções de quinta, já haviam acusado diretamente Moscou de estar por trás de ataques híbridos, enquanto a Alemanha culpou a Rússia por um ataque ocorrido em agosto no aeroporto de Leipzig. O Reino Unido, que já culpou a Rússia no passado, associou o Irã a uma suposta conspiração contra uma base aérea dos EUA. Tanto a Rússia quanto o Irã negaram essas acusações.

Uma fonte de um aeroporto na Itália disse à Reuters que um e-mail com o assunto “Relatório de ameaça” havia sido enviado a vários endereços de companhias aéreas, operadoras aeroportuárias e prestadores de serviços aeroportuários nos aeroportos de Fiumicino, em Roma, e de Malpensa, em Milão.

O e-mail, que alegava ser de “combatentes do Male State”, afirmava que dispositivos haviam sido colocados em voos provenientes de Helsinque e Dublin e que explodiriam em 60 minutos. “Hoje, o céu de vocês ficará vermelho”, dizia a mensagem. Não havia indícios imediatos de quem estivesse por trás das outras ameaças em toda a Europa.

Vladislav Pozdnyakov, um blogueiro russo que fundou em 2016 um movimento antifeminista chamado “Male State”, posteriormente proibido na Rússia, afirmou que o grupo não existia mais e não estava envolvido de forma alguma.

“Qualquer pessoa que atualmente esteja orquestrando provocações nos países da União Europeia sob a bandeira dessa ‘marca’ está agindo em seu próprio interesse — essencialmente, hasteando a bandeira de outra pessoa”, escreveu ele em seu popular canal no Telegram.

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