Peña pede 72h para se defender em processo de impeachment
Julgamento no Senado está marcado para esta sexta-feira, mas presidente paraguaio disse que esse tempo é insuficiente para apresentar sua defesa

Santiago Peña renunciou ao cargo de presidente do Paraguai na quinta-feira (5) | Flickr/Gobierno del Paraguay
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu nesta sexta-feira (6) a prorrogação do prazo para a apresentação de sua defesa no processo de impeachment. O adiamento solicitado é de 72 horas.
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Peña alegou que recebeu o processo na noite de quinta (5) e o volume de documentos impede que ele formule uma defesa em menos de 12 horas, já que a análise de sua deposição está marcada para hoje no Congresso paraguaio.
O chefe de Estado também pediu mais tempo para “encontrar um advogado de confiança”.
“Por se tratar de um processo do qual pode resultar uma sanção, aplicam-se as garantias do devido processo legal, entre as quais contar com o tempo suficiente para escolher um advogado de confiança e exercer o direito de defesa. Sem dúvida, é insuficiente um prazo inferior a 12 horas para que um processo cumpra os padrões de um Estado de Direito”, declarou Peña.
A princípio, o Senado do Paraguai se reúne às 10h para dar continuidade ao julgamento. Na quinta (5), a Câmara dos Deputados rejeitou a carta de renúncia que foi apresentada pelo presidente em meio à quebra do banco Ueno, que levou à abertura do impeachment.
O Ueno administrava cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos, e seu fechamento deixou aproximadamente 3 milhões de clientes sem acesso às contas.
Como os parlamentares negaram a renúncia de Santiago Peña e optaram por dar prosseguimento ao processo de impeachment, o presidente permanece tecnicamente no cargo até a conclusão do julgamento político.













