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Congresso do Paraguai paralisa sessão sobre renúncia de Peña

Presidente paraguaio renunciou ao cargo em meio à crise do banco Ueno, mas sessão do Congresso terminou sem quórum para analisar sua saída

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Por Vicklin Moraes
Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña |  César Olmedo/Reuters

Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña | César Olmedo/Reuters

A sessão do Congresso do Paraguai que analisaria o pedido de renúncia do presidente Santiago Peña nesta quinta-feira (5) foi paralisada por falta de quórum.

Em uma publicação no X, na noite desta quinta, Peña afirmou que vai exercer seu direito de defesa no processo de impeachment aprovado pela Câmara dos Deputados. Ele também declarou que comparecerá perante o tribunal e cooperará com as autoridades responsáveis pela investigação da crise financeira que assola o país.

"Colaborarei plenamente com as instituições competentes para que se esclareça o ocorrido, se determinem as responsabilidades e aqueles que tenham infringido a lei respondam perante a Justiça. Fornecerei as informações que me forem solicitadas. A cidadania merece conhecer a verdade, sem encobrimentos e sem que ninguém esteja acima da lei", afirmou.

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Mais cedo, Peña havia anunciado sua renúncia ao cargo, em meio à crise envolvendo o banco digital Ueno, que deixou milhões de clientes sem acesso aos próprios recursos. O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o Congresso iniciou a discussão de um pedido de impeachment contra o presidente e seu vice.

O banco administrava cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos, e seu fechamento deixou aproximadamente 3 milhões de clientes sem acesso às contas. No entanto, os parlamentares optaram por dar prosseguimento ao processo de impeachment, em vez de aceitar a renúncia, o que significa que Peña permanece tecnicamente na Presidência até a conclusão do procedimento.

Peña anunciou a renúncia enquanto a Câmara dos Deputados debatia a abertura do processo de impeachment, após perder o apoio de importantes lideranças de seu próprio partido, que passaram a defender sua destituição. A Câmara aprovou o pedido e encaminhou o processo ao Senado.

O Congresso havia convocado uma sessão conjunta para analisar a renúncia, mas a reunião terminou por falta de participantes. A maioria dos parlamentares se opôs à rejeição da medida, enquanto manifestantes se reuniram em frente ao prédio da Assembleia Legislativa para exigir responsabilização.

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