Caso Porsche: MP pede investigação de namorada de Sastre
Giovanna disse que Sastre não havia bebido antes de acidente que matou motorista de aplicativo, mas posteriormente o próprio namorado admitiu consumo de álcool
Por Larissa Alves
Momento da batida da Porsche contra Sandero. Reprodução
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) requisitou a instauração de dois inquéritos policiais para investigar a ex-namorada e um engenheiro que atuou na defesa de Fernando Sastre de Andrade Filho condenado pela morte de Ornaldo da Silva Viana e ferimentos graves em Marcus Vinicius Machado Rocha, no acidente com o Porsche que dirigia.
Os pedidos, encaminhados à Polícia Civil em 4 de novembro, apuram suspeitas de falso testemunho e falsidade ideológica relacionadas a informações apresentadas durante o processo judicial.
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O primeiro ofício pede a investigação de Giovanna Pinheiro Silva, então namorada de Fernando, por suspeita de falso testemunho. Segundo o MP, ela afirmou, durante depoimentos prestados na investigação policial e na fase judicial, que o motorista não havia consumido bebidas alcoólicas na noite do acidente.
O segundo inquérito envolve Alfredo Vieira das Neves Júnior, engenheiro que atuou como assistente técnico da defesa de Fernando Sastre. Ele é investigado por suspeita de falsidade ideológica após apresentar um parecer técnico que atribuiu parte da dinâmica do acidente a possíveis falhas eletromecânicas do veículo.
No caso do engenheiro Alfredo, o documento apresentado aos jurados sustentava que não seria tecnicamente adequado atribuir a colisão exclusivamente ao comportamento do motorista. A Promotoria, porém, aponta supostas inconsistências na interpretação de registros eletrônicos do Porsche.
Segundo o ofício, o profissional classificou possíveis problemas técnicos que o fabricante não identificou, como o congelamento assimétrico do eixo traseiro, que teria impedido o desvio do veículo. E na câmera frontal, que teria comprometido dois recursos de segurança: alerta de pré-colisão e pré-carregamento dos freios.
A fabricante não identificou nenhum registro pré-impacto relacionado a esse sistema. E a câmera do veículo registrou uma dificuldade momentânea para enxergar o que estava à frente, mas não teve interferência no acelerador, freio ou direção.
O Ministério Público afirma que as respostas da fabricante e um parecer técnico do Centro de Apoio à Execução (CAEx) já estavam disponíveis nos autos quando o documento foi protocolado, mas não foram mencionados pelo engenheiro.
O órgão suspeita que o parecer tenha sido produzido com o propósito de alterar a verdade sobre a causa da colisão perante o Conselho de Sentença.
Entenda o motivo de investigação da ex-namorada
Giovanna declarou que Fernando teria bebido apenas água no restaurante Porchetteria e que também não ingeriu álcool na casa de pôquer, momentos antes do acidente. E afirmou que ele não estava embriagado nem apresentava alterações de comportamento decorrentes do consumo de bebidas. Ela também apresentou contradições no discurso ao longo do tempo.
As declarações, segundo o Ministério Público, foram contrariadas por elementos reunidos no processo. Durante o julgamento pelo Tribunal do Júri, Fernando admitiu ter consumido bebida alcoólica no restaurante. E a comanda da mesa, paga com o cartão do próprio motorista, registrou nove drinques alcoólicos.
E uma testemunha afirma ter visto Fernando cambaleante na casa de pôquer e relatou uma discussão para impedi-lo de dirigir.
Marcus, a vítima sobrevivente era amigo do Fernando e estavam juntos no carro. Ele afirma que todos haviam consumido drinques com destilados e que o motorista estava mais embriagado do que em outras ocasiões.
Condenação de Fernando Sastre
Fernando Sastre foi condenado pelo Tribunal do Júri em julgamento realizado entre 28 e 30 de outubro de 2026. Ele recebeu condenação por homicídio qualificado pelo perigo comum, com dolo eventual, pela morte de Ornaldo da Silva Viana, e por lesão corporal gravíssima contra Marcus Vinicius Machado Rocha.
O acidente ocorreu em 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Na ocasião, o Porsche 911 conduzido por Fernando atingiu o veículo das vítimas a 136 km/h, em uma via com limite de velocidade de 50 km/h.
Caso Porsche: MP pede investigação de namorada de SastreGiovanna disse que Sastre não havia bebido antes de acidente que matou motorista de aplicativo, mas posteriormente o próprio namorado admitiu consumo de álcoolBrasil2026-11-06T15:20:05.879ZO Ministério Público de São Paulo (MPSP) requisitou a instauração de dois inquéritos policiais para investigar a ex-namorada e um engenheiro que atuou na defesa de Fernando Sastre de Andrade Filho condenado pela morte de Ornaldo da Silva Viana e ferimentos graves em Marcus Vinicius Machado Rocha, no acidente com o Porsche que dirigia. Os pedidos, encaminhados à Polícia Civil em 4 de novembro, apuram suspeitas de falso testemunho e falsidade ideológica relacionadas a informações apresentadas durante o processo judicial. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! O primeiro ofício pede a investigação de Giovanna Pinheiro Silva, então namorada de Fernando, por suspeita de falso testemunho. Segundo o MP, ela afirmou, durante depoimentos prestados na investigação policial e na fase judicial, que o motorista não havia consumido bebidas alcoólicas na noite do acidente. O segundo inquérito envolve Alfredo Vieira das Neves Júnior, engenheiro que atuou como assistente técnico da defesa de Fernando Sastre. Ele é investigado por suspeita de falsidade ideológica após apresentar um parecer técnico que atribuiu parte da dinâmica do acidente a possíveis falhas eletromecânicas do veículo. + + + Entenda o motivo de investigação do engenheiro No caso do engenheiro Alfredo, o documento apresentado aos jurados sustentava que não seria tecnicamente adequado atribuir a colisão exclusivamente ao comportamento do motorista. A Promotoria, porém, aponta supostas inconsistências na interpretação de registros eletrônicos do Porsche. Segundo o ofício, o profissional classificou possíveis problemas técnicos que o fabricante não identificou, como o congelamento assimétrico do eixo traseiro, que teria impedido o desvio do veículo. E na câmera frontal, que teria comprometido dois recursos de segurança: alerta de pré-colisão e pré-carregamento dos freios. A fabricante não identificou nenhum registro pré-impacto relacionado a esse sistema. E a câmera do veículo registrou uma dificuldade momentânea para enxergar o que estava à frente, mas não teve interferência no acelerador, freio ou direção. O Ministério Público afirma que as respostas da fabricante e um parecer técnico do Centro de Apoio à Execução (CAEx) já estavam disponíveis nos autos quando o documento foi protocolado, mas não foram mencionados pelo engenheiro. O órgão suspeita que o parecer tenha sido produzido com o propósito de alterar a verdade sobre a causa da colisão perante o Conselho de Sentença. Entenda o motivo de investigação da ex-namorada Giovanna declarou que Fernando teria bebido apenas água no restaurante Porchetteria e que também não ingeriu álcool na casa de pôquer, momentos antes do acidente. E afirmou que ele não estava embriagado nem apresentava alterações de comportamento decorrentes do consumo de bebidas. Ela também apresentou contradições no discurso ao longo do tempo. As declarações, segundo o Ministério Público, foram contrariadas por elementos reunidos no processo. Durante o julgamento pelo Tribunal do Júri, Fernando admitiu ter consumido bebida alcoólica no restaurante. E a comanda da mesa, paga com o cartão do próprio motorista, registrou nove drinques alcoólicos. E uma testemunha afirma ter visto Fernando cambaleante na casa de pôquer e relatou uma discussão para impedi-lo de dirigir. Marcus, a vítima sobrevivente era amigo do Fernando e estavam juntos no carro. Ele afirma que todos haviam consumido drinques com destilados e que o motorista estava mais embriagado do que em outras ocasiões. Condenação de Fernando Sastre Fernando Sastre foi condenado pelo Tribunal do Júri em julgamento realizado entre 28 e 30 de outubro de 2026. Ele recebeu condenação por homicídio qualificado pelo perigo comum, com dolo eventual, pela morte de Ornaldo da Silva Viana, e por lesão corporal gravíssima contra Marcus Vinicius Machado Rocha. O acidente ocorreu em 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Na ocasião, o Porsche 911 conduzido por Fernando atingiu o veículo das vítimas a 136 km/h, em uma via com limite de velocidade de 50 km/h. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/caso-porsche-mp-pede-investigacao-de-namorada-de-sastre
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