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Donald Trump garante que EUA possuem armamento na guerra

Declaração ocorre após reportagens apontarem possível escassez de mísseis; negociações por um cessar-fogo seguem no Oriente Médio

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Murillo Otavio, André de Sena
Irã apresentou nova proposta de paz aos Estados Unidos | REUTERS/Jonathan Ernst

Irã apresentou nova proposta de paz aos Estados Unidos | REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (6) que o país possui "grandes quantidades de munições" e que empresas do setor de defesa estão ampliando a produção para atender às necessidades militares. A declaração, publicada na rede social do presidente, ocorre em meio a reportagens da imprensa norte-americana que levantam dúvidas sobre a capacidade militar dos EUA diante da guerra no Oriente Médio.

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"Os EUA possuem quantidades enormes de munições, especialmente de certos tipos. Além disso, grandes quantidades estão sendo fabricadas e enviadas para os EUA conforme a necessidade. Empresas de defesa estão construindo o maior número de fábricas e instalações da história do nosso país. Os responsáveis por esses vazamentos de declarações traiçoeiras estão sendo caçados. Serão solicitadas longas penas de prisão!", escreveu Trump.

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Antes da publicação, o jornal The Washington Post informou que Trump entrou em conflito com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, após suspeitas de que teria sido mal informado sobre uma possível escassez de munições, situação que poderia limitar as opções militares norte-americanas.

Nesta semana, a agência de notícias Reuters informou que o Exército dos EUA utilizou grande parte do estoque de mísseis de precisão de longo alcance após cinco meses de conflito no Oriente Médio. A suposta redução no arsenal aumentou as preocupações sobre a capacidade militar do país para enfrentar futuros confrontos.

Por outro lado, enquanto busca demonstrar força militar, o governo Trump também tenta avançar nas negociações por um cessar-fogo que atenda aos interesses dos Estados Unidos.

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou que os iranianos são "um povo extraordinariamente difícil" e disse acreditar que um eventual acordo nuclear com o Irã levará tempo. Em entrevista à emissora Fox News, Vance reconheceu a frustração dos Estados Unidos com o andamento das negociações e atribuiu o impasse ao "sistema fragmentado" do regime iraniano.

O Irã, por sua vez, também mantém negociações, mas, até o momento, não há qualquer sinalização de um cessar-fogo.

Ao mesmo tempo, Teerã elevou o tom contra aliados dos Estados Unidos no Golfo. Segundo cinco fontes ouvidas pela Reuters, o governo iraniano alertou que qualquer novo ataque norte-americano ao seu território provocará retaliações contra infraestruturas energéticas estratégicas da região. A advertência foi transmitida por meio de contatos diplomáticos de alto nível após Trump ameaçar atacar a rede e a infraestrutura energética do Irã.

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