Marina e Tebet colam em Lula, e insistência de França por vaga ao Senado incomoda aliados
Ex-ministras acompanharam Lula em eventos na capital paulista; aliados pedem intervenção do presidente para resolver vagas ao Senado

As duas agendas oficiais do presidente Lula na capital paulista, nesta terça-feira (19), tiveram no palco das cerimônias as ex-ministras Marina Silva (REDE-SP) e Simone Tebet (PSB-SP). Primeiro, as duas pré-candidatas ao Senado participaram da abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção e depois também estiveram no ato de assinatura de uma Medida Provisória que destina R$ 30 bilhões em crédito para que taxistas e motoristas de aplicativo financiem a compra de carros novos e juros mais baixos.
Para integrantes do PSB nacional e da federação Rede-PSOL, a participação de Tebet e Marina é uma sinalização clara que elas serão oficializadas como candidatas ao Senado na chapa de Fernando Haddad, que concorre ao governo de São Paulo.
No entanto, dirigentes do PSB, próximos ao grupo do ex-ministro Márcio França - dirigente histórico da sigla em São Paulo - sustentam que França não deve abrir mão da disputa.
O grupo do PSB estadual diz que os problemas enfrentados pelo diretório nacional da REDE - suspensão de filiados e a disputa com o grupo da deputada federal Heloísa Helena - enfraquecem a ex-ministra do Meio Ambiente. Ao mesmo tempo, a coluna apurou que os dirigentes da federação Rede-PSOL dizem que as siglas que devem fazer aliança com Haddad estão terminando uma rodada de conversas e para definir pontos estratégicos da campanha. De acordo com um integrante do grupo, todos consideram insustentável as duas vagas ficarem com o PSB.
O partido do vice-presidente, Geraldo Alckmin, também está dividido. A ala ligada ao diretório nacional - do presidente João Campos - que foi o responsável por articular a filiação de Simone Tebet e o grupo de Márcio França, que comanda a sigla em São Paulo.
A coluna apurou que a ala ligada à deputada Tabata Amaral (PSB-SP) impôs ao grupo de Franca a filiação da ex-ministra de Lula. Em contrapartida, a assessoria de Márcio França disse à coluna que o ex-governador de São Paulo não irá recuar. Caberá a Haddad resolver o impasse. Já auxiliares de Marina e Tebet defendem que o presidente Lula faça a costura para que a decisão sobre os nomes aconteça até a semana que vem.
Os adversários já confirmaram André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP) na chapa à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), além do deputado Ricardo Salles (Novo-SP), que irá disputar o Senado de forma independente, depois de atrito com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro que chancelou o nome do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo como o escolhido. A vaga seria do filho do ex-presidente se Eduardo não estivesse numa espécie de 'autoexílio' nos Estados Unidos.





















































