Candidatura de Flávio Bolsonaro vai de ruína a feridas após divulgação de áudios, mostra monitoramento digital
Dados mostram que reações desfavoráveis ao senador durou pouco mais de 2 horas e foi revertida no mesmo dia, mas não ao mesmo patamar

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encerrou a quarta-feira (13) com mais menções negativas do que positivas em plataformas digitais e em conversas de grupos de WhatsApp depois que foram divulgados áudios de diálogo com Daniel Vorcaro, segundo levantamento feito pela Palver, empresa de tecnologia que faz análise de dados.
De acordo com relatório da empresa, antes da divulgação dos áudios, Flávio Bolsonaro era citado de forma positiva por 45% dos internautas, e tinha 43% de citações negativas.
Depois, os percentuais mudaram e se inverteram, ficando em 32% de menções positivas e 57% de negativas no WhatsApp, balanço que encerrou a quarta-feira.
O índice desfavorável chegou a 84%, o que começou a ser revertido depois das 16h, quando Flávio divulgou vídeo admitindo a conversa com Vorcaro e que era apenas um pedido de um filho para patrocínio do filme de um pai.
A estratégia do senador funcionou, em parte, e os eleitores ideológicos começaram a reagir e defendê-lo nas redes.
O monitoramento da Palver indica também que Romeu Zema, pré-candidato do Novo à presidência, se precipitou com o vídeo e foi punido nas plataformas.
Segundo o levantamento, a postagem do ex-governador de Minas Gerais foi no momento errado, com tom equivocado e ofereceu à militância pró-Flávio o vilão externo que precisavam para reorganizar a defesa do senador.
Depois do vídeo, as menções negativas a Zema passaram de 39% para 46%.





















































