Governistas comemoram suspensão da Lei da Dosimetria e oposição cobra reação da cúpula do Congresso
Parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro consideraram uma afronta a decisão do ministro Alexandre de Moraes

O deputado Rodrigo Valadares (PL-SE) afirmou neste sábado (9) ao SBT News que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PA), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), precisam dar uma resposta rápida sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF) que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria.
"A primeira ação, sobretudo, é uma ação política. Toda a direita e centro-direita já estão se manifestando e cobrando da presidência das duas casas, sobretudo do Congresso Nacional, alguma ação imediata contra mais esse avanço do ministro Alexandre de Moraes sobre o poder Legislativo. A partir da próxima semana já iremos debater medidas alternativas para que a gente possa o quanto antes ter essas pessoas em liberdade” ressaltou o parlamentar.
A determinação de Moraes foi uma resposta ao pedido feito pela defesa de uma das condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro que cobrou a redução de pena. O ministro entendeu que como partidos políticos e associações ingressaram com ações de inconstitucionalidade da Lei da Dosimetria é preciso esperar manifestação do plenário do Supremo Tribunal Federal para aplicar a mudança nas penas dos condenados.
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) disse que a decisão do ministro Alexandre de Moraes esvazia o Congresso Nacional depois que a lei foi aprovada e o veto de Lula, derrubado por ampla maioria tanto na Câmara quanto no Senado. O parlamentar também defendeu que os presidentes das duas casas tirem da gaveta projetos que atingem o Supremo, como o que acaba com decisões monocráticas.
Já os parlamentares da base governista comemoraram a decisão e consideraram a suspensão da redução das penas uma vitória da democracia. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que o Congresso não pode legislar para beneficiar criminosos condenados e que a Lei da Dosimetria é uma afronta ao STF e à Constituição.
A senador Teresa Leitão (PT-PE) disse que a suspensão era necessária porque a manobra pouco usual feita por Davi Alcolumbre para evitar que a dosimetria beneficiasse criminosos que fazem parte de organizações criminosos tornou a lei personalista e, por isso, abriu brecha jurídica para debater a constitucionalidade do texto.
“A lei tem que ter esse caráter de ser impessoal. A lei vale para todos. E essa tinha uma direção que era a diminuição ou até mesmo a libertação do mentor do golpe” sustentou a senadora.



















































