Defesa de ex-diretor do BRB vai entregar à PF documentos sobre negociação com Master
Estratégia é sustentar que Paulo Henrique Costa não agiu sozinho e seguiu decisões dos conselhos do banco

O advogado Cléber Lopes, que faz a defesa de Paulo Henrique Costa no inquérito do Banco Master, deve entregar nesta quinta-feira (26) à Polícia Federal uma petição com uma série de documentos que, segundo a defesa, mostrariam que ex-diretor do BRB (Banco de Brasília) não agiu sozinho quando deu aval para a aquisição de carteiras podres do Master, que causaram um prejuízo calculado de mais de R$ 5 bilhões de reais.
A defesa deve sustentar que decisões passaram pelos conselhos do banco, com vários integrantes.
A PF investiga se Paulo Henrique Costa, mesmo sabendo dos problemas com o banco de Daniel Vorcaro, insistiu na operação de compra do Master, negociação que só foi barrada pelo Banco Central, em setembro de 2025, um pouco antes de a Polícia Federal prender o ex-banqueiro e de o BC liquidar o banco.
Cléber Lopes defende que Paulo Henrique Costa não teria como autorizar sozinho que um banco do porte do BRB fizesse uma operação como a compra de papéis do Master e do próprio banco.
A PF fez no fim do ano passado acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa. Os investigadores focaram as perguntas nas contradições sobre a origem de ativos na tentativa de venda do Master ao BRB.
Vorcaro alegou aos policiais que os créditos eram de terceiros, já o ex-diretor do Banco de Brasília afirmou ter entendido que eram próprios do Master.
Após a acareação, os investigadores disseram que iriam marcar um novo depoimento do ex-diretor do BRB. Segundo a defesa, no entanto, a volta à prisão de Daniel Vorcaro impediu que Paulo Henrique Costa falasse novamente à Polícia Federal naquele momento, o que pode ocorrer nos próximos dias.
O ex-diretor do BRB foi afastado do cargo pela Justiça em novembro de 2025. Desde então, a gestão do Banco de Brasília está na mira da polícia e do Banco Central.
Daniel Vorcaro deu início a negociações de delação premiada. Como mostrou o SBT News, o banqueiro tenta articular um acordo coletivo, envolvendo outros investigados no pacote de colaboração. O advogado Cléber Lopes descarta que Paulo Henrique Costa esteja disposto aa delatar e sustenta que não houve ação ilícita por parte de seu cliente.





































