Nathalia Fruet
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Coluna da Nathalia Fruet

Nathalia Fruet é jornalista há mais de 20 anos. Atuou em Brasília na cobertura dos bastidores do poder, cobriu missões internacionais do governo e campanhas presidenciais. Com passagem por BAND, RBS TV (afiliada da TV GLOBO-RS), está no SBT há 6 anos.

Política

PT anuncia que pela primeira vez não terá candidato próprio no RS

Decisão ocorre após orientação do PT nacional para priorizar a reeleição do presidente Lula

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Edegar Pretto | Agência Brasil
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Edegar Pretto (PT-RS), que deixou a presidência da Companhia Nacional de Abastecimento, a CONAB, há uma semana, para poder disputar as eleições de outubro, anunciou no fim da manhã desta quinta-feira (09) que não será mais candidato ao governo do Rio Grande do Sul.

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Ele estava viajando o estado como pré-candidato do PT ao Palácio Piratini. Pretto anunciou que o cenário nacional requer unidade e, por isso, os seis partidos, entre eles PSOL e o PSB, que estavam construindo uma chapa majoritária, passam a negociar com o PDT, que tem a deputada estadual Juliana Brizola como pré-candidata.

A decisão do PT gaúcho foi tomada depois que a direção nacional, no início desta semana, orientou para que os integrantes do partido não insistissem pela candidatura própria, porque Lula se comprometeu com Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, que o Rio Grande do Sul teria um palanque único do campo progressista apoiando a neta de Leonel Brizola.

O PDT terá candidatos em apenas dois estados e, pelas pesquisas, o Rio Grande do Sul é o local onde a sigla tem mais chances de vitória, por isso, a insistência de Lula em evitar a divisão dos partidos do campo progressista.

Edegar Pretto resistiu a ceder a intervenção nacional. No entanto, nos últimos dias, teve conversas com petistas históricos como os ex-ministros e ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro.

A avaliação é de que o cenário nacional precisa ser priorizado para evitar o avanço do que os petistas consideram de candidaturas ultradireitistas e representantes do fascismo. No início dos anos 2000, Olívio Dutra deixou o ministério das Cidades para que Lula pudesse dar espaço a partidos do Centrão em meio ao escândalo do mensalão.

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