Ex-ministro da Educação faz aceno a Alcolumbre
Camilo Santana, amigo de presidente do Senado, afirma acreditar na retomada do diálogo e diz que Alcolumbre "defende muito o governo Lula"


O ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE), senador pelo Ceará, afirmou ao SBT News que acredita em uma reconciliação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente Lula (PT).
“O Alcolumbre defende muito o governo Lula”, disse.
Para ele, a rejeição do nome do ministro Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado “foi um erro”, que não acaba com a relação entre os Poderes.
“O Alcolumbre não representa ele só, representa uma instituição. E a instituição é importante para o país. Como o presidente Lula também representa uma instituição, que é o Executivo, e representa o país. Então, os dois precisam manter um diálogo”, disse em entrevista ao Sala de Imprensa.
“Acho que tem que reestabelecer as relações institucionais, sei que Alcolumbre gosta muito do presidente Lula, e tem demonstrado isso várias vezes. Tem facilidade de diálogo com ele. Acho que reestabelecer o diálogo pelo bem do Brasil. São as responsabilidades do cargo que exigem isso”, afirmou.
Com bom trânsito na cúpula do Congresso, o ex-ministro costuma ser recebido para conversas nas residências oficiais de Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
De volta ao Senado após deixar o cargo de ministro, ele tem pedido para Alcolumbre que coloque em votação a PEC da Segurança. Sobre a derrubada do veto presidencial que ressuscitou o PL da Dosimetria, o ex-ministro avalia que é legítimo um debate entre os Poderes sobre a redução das penas do 8/1, mas sem passar por cima de decisões do Judiciário.
Para o ex-ministro, a defesa à democracia deve unir os Poderes. Santana é filho de vítima de tortura da ditadura militar, o que marcou sua decisão de entrar na vida política.
“Independente de questões partidárias, ideológicas, a defesa à democracia tem que ser algo sagrado para nós brasileiros”, disse.














