Ministro de Lula reage a mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro: "prova veio antes da denúncia"
Ao SBT News, Guilherme Boulos elevou o tom e defendeu que conteúdo divulgado coloca mandato do senador no foco do Conselho de Ética


Hariane Bittencourt
O ministro Guilherme Boulos, do governo Lula (PT), afirmou nesta quinta-feira (14) que as mensagens trocadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro reforçam o envolvimento dele no escândalo de fraudes financeiras ligado ao banqueiro.
"Uma coisa é ter denúncia ou delação. Todo mundo tem direito à defesa e a provar inocência. Outra coisa é ter prova. No caso do Flávio Bolsonaro, a prova veio antes da denúncia. O Brasil inteiro ouviu o áudio dele pedindo R$ 134 milhões ao Vorcaro, chamando o banqueiro de irmão e amigo. O caso Master tem pai e mãe. É BolsoMaster", disse ao SBT News.
Segundo Boulos, o conteúdo divulgado "caiu como uma bomba" e enfraquece a narrativa de que o escândalo do Banco Master atingiria a esquerda e o governo Lula.
O ministro afirmou ainda que a eventual criação de uma CPMI sobre o caso cabe ao Congresso e questionou a permanência de Flávio Bolsonaro no Senado.
"O que está em jogo agora é o mandato do Flávio Bolsonaro. Esse cidadão não tem condições de continuar senador da República. A decisão está nas mãos do Conselho de Ética do Senado", afirmou.

Entenda o caso
Mensagens divulgadas pelo site Intercept Brasil nessa quarta-feira (13), mostram Flávio Bolsonaro cobrando R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para financiar a produção do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A gravação teria ocorrido na véspera da prisão do banqueiro pela Polícia Federal (PF).









