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EUA diz que China concordou em não mandar equipamentos militares ao Irã

Segundo Trump, Xi Jinping ofereceu ajuda para abrir o Estreito de Ormuz; líder chinês celebra novo momento entre os países

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Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping. | REUTERS/Evan Vucci
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (14) que o líder chinês, Xi Jinping, concordou em não enviar equipamentos militares ao Irã e se ofereceu para colaborar na garantia da navegação no Estreito de Ormuz.

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Os assuntos foram discutidos durante um encontro bilateral, realizado em Pequim. A visita de Trump ao país, a primeira de um presidente dos EUA em quase uma década, vai até esta sexta-feira (15). Segundo o líder norte-americano, Xi Jinping garantiu que não irá fornecer apoio militar ao regime.

"Nós discutimos isso. Quer dizer, quando você fala em apoio, eles não estão em guerra conosco nem nada do tipo. Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares. Essa é uma declaração importante", disse Trump a Hannity, da Fox News.

O presidente acrescentou que Pequim demonstra interesse na estabilidade da rota marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo. "O presidente Xi gostaria de ver um acordo ser fechado. Ele gostaria muito que um acordo fosse fechado. E ele se ofereceu, disse: 'Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar'", afirmou.

Trump destacou, porém, que a China mantém forte relação energética com o Irã: "Mas, ao mesmo tempo, ele disse que eles compram muito petróleo lá e gostariam de continuar fazendo isso", acrescentou Trump.

Ainda segundo ele, Xi Jinping concordou em encomendar 200 jatos da fabricante americana Boeing. "Duzentas grandes vagas. Isso representa muitos empregos, muitos mesmo. A Boeing queria 150, e conseguiu 200", pontuou. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já havia indicado anteriormente a possibilidade de grandes encomendas da empresa americana.

O que diz o presidente chinês?

Após o encontro nesta quinta-feira, Xi Jinping anunciou que os dois países buscam um "novo posicionamento" nas relações. Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês, os líderes concordaram em construir um “relacionamento construtivo e estrategicamente estável” para os próximos anos, com foco na gestão das diferenças e na manutenção da paz.

Xi descreveu esses laços como sendo baseados na cooperação, mas com uma competição comedida para "uma estabilidade normal na qual as diferenças são controláveis e uma estabilidade duradoura na qual a paz pode ser esperada".

Mesmo falando em cooperação, Xi enfatizou a "máxima cautela" dos Estados Unidos ao lidar com a questão de Taiwan, a ilha democraticamente governada reivindicada pela China, embora Taipé rejeite a alegação.

"Se for tratada de forma inadequada, os dois países poderão entrar em colisão ou até mesmo em conflito, levando toda a relação entre a China e os EUA a uma situação extremamente perigosa", disse o líder chinês.

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