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Trump e Xi Jinping se reúnem em Pequim e discutem Taiwan, Estreito de Ormuz e cooperação econômica

Encontro entre os presidentes durou mais de duas horas e teve alertas sobre conflitos e acenos de aproximação

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Naiara Ribeiro, com informações da Reuters
14/05/2026, 11:29 • Atualizado em 14/05/2026, 11:29
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Donald Trump e Xi Jimping fazem reunião em Pequim | Reprodução Reuters/Kenny Holston/Pool

Donald Trump e Xi Jimping fazem reunião em Pequim | Reprodução Reuters/Kenny Holston/Pool

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, ficaram reunidos por mais de duas horas nesta quinta-feira (14), em Pequim, em um encontro marcado por alertas sobre possíveis conflitos entre as duas maiores potências do mundo e por tentativas de ampliar a cooperação bilateral.

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Durante a reunião, os líderes discutiram temas como Taiwan, comércio, segurança energética, guerra no Oriente Médio e medidas para reforçar o controle de substâncias usadas na fabricação do fentanil.

A visita marcou o primeiro encontro entre Trump e Xi desde a volta do republicano à presidência dos Estados Unidos.

Chegada em Pequim e elogios entre os líderes

Trump foi recebido com cerimônia oficial no Grande Salão do Povo, em Pequim. Os líderes caminharam juntos pelo tapete vermelho, acompanharam a execução dos hinos nacionais e passaram por guardas de honra militares.

Durante o evento, crianças chinesas acenaram bandeiras dos Estados Unidos e da China enquanto os presidentes sorriam para fotógrafos e autoridades presentes.

Crianças chinesas acenaram bandeiras dos EUA e da China em recepção a Donald Trump | Reprodução Reuters/Maxim Shemetov/Pool
Crianças chinesas acenaram bandeiras dos EUA e da China em recepção a Donald Trump | Reprodução Reuters/Maxim Shemetov/Pool

Ao lado de Xi, Trump afirmou que a relação entre China e Estados Unidos será “melhor do que nunca” e disse ser uma “honra” ser amigo do líder chinês. “É uma honra estar com você, é uma honra ser seu amigo, e a relação entre a China e os EUA vai ser melhor do que nunca antes”, declarou o presidente americano.

O presidente chinês também ofereceu um banquete de Estado ao americano como parte da visita oficial. No discurso durante o jantar, Xi afirmou que o “rejuvenescimento da China” e o slogan “Make America Great Again”, usado por Trump, podem caminhar juntos. Já o presidente americano convidou o líder chinês para visitar a Casa Branca em 24 de setembro.

Taiwan e alerta sobre risco de conflito

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi Jinping alertou Trump sobre o risco de conflitos envolvendo Taiwan e afirmou que os países podem entrar em confronto caso o tema “não seja tratado adequadamente”. O líder chinês classificou Taiwan como “a questão mais importante nas relações China-EUA” e afirmou que uma condução inadequada do tema pode colocar a relação bilateral em uma “situação extremamente perigosa”.

A China reivindica soberania sobre Taiwan e já ameaçou retomar o controle da ilha pela força caso o governo taiwanês resista indefinidamente à reunificação.

Xi também afirmou que as relações econômicas entre China e Estados Unidos são “mutuamente benéficas e vantajosas para ambos os lados”. Segundo ele, “não haverá vencedores” em uma guerra tarifária entre as duas potências.

Ainda de acordo com a Xinhua, os países concordaram em construir uma relação bilateral de “estabilidade estratégica construtiva” para orientar os laços entre as duas potências nos próximos anos.

Estreito de Ormuz e guerra no Oriente Médio

Em comunicado divulgado após a reunião, a Casa Branca informou que Trump e Xi concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o fluxo global de energia.

Segundo o governo americano, Xi também manifestou oposição à militarização da região e a qualquer tentativa de cobrança de pedágio para a passagem pelo estreito. O presidente chinês ainda demonstrou interesse em ampliar a compra de petróleo dos Estados Unidos para reduzir a dependência chinesa do Estreito de Ormuz.

A Casa Branca também afirmou que os líderes concordaram que o Irã “jamais poderá ter uma arma nuclear”.

Economia, empresas e combate ao fentanil

Os presidentes discutiram formas de ampliar a cooperação econômica entre os países, incluindo maior acesso de empresas americanas ao mercado chinês e aumento de investimentos chineses nos Estados Unidos. Líderes de algumas das maiores empresas americanas, como Jensen Huang, da Nvidia, e Elon Musk, da Tesla, também estiveram em Pequim.

Os dois governos também discutiram medidas para reforçar o controle de substâncias usadas na fabricação do fentanil, droga sintética que está no centro da crise dos opioides nos Estados Unidos.

Os países também discutiram o aumento das compras chinesas de produtos agrícolas americanos.

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