Alvo dos EUA, empresa de SP aumentou capital em 27.000%
Documentos da Jucesp mostram salto milionário em empresas sancionadas pelos EUA por suposta ligação com esquema de lavagem do PCC
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Emanuelle Menezes, Acácio Filho
01/07/2026, 17:55 • Atualizado em 01/07/2026, 17:59
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O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca | REUTERS/Ken Cedeno
Documentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) obtidos pelo SBT News revelam que uma das empresas sancionadas pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (1º) por suposta ligação com um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) aumentou seu capital social em cerca de 27.000% em apenas dois anos.
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O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas Victory Trading, Pixwave, Wave Construções e da portuguesa Avenidas Flutuantes. Segundo o governo norte-americano, a estrutura teria sido usada para lavar mais de US$ 30 milhões obtidos pelo PCC com atividades criminosas.
De acordo com os registros da Jucesp, a Victory Trading foi aberta com capital social de R$ 110 mil. Em novembro de 2023, o valor foi elevado para R$ 30 milhões, um crescimento de aproximadamente 27.000%.
Para as autoridades dos Estados Unidos, a empresa integra a rede comandada por Shimada, apontado como o principal elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais. O Departamento do Tesouro afirma que ele utilizava criptomoedas e empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos entre os Estados Unidos e o Brasil.
Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra brasileiros nesta quarta-feira (1º) | Reprodução
O histórico de Shimada já havia chamado a atenção das autoridades brasileiras. Em janeiro de 2025, ele chegou a cumprir prisão domiciliar após investigações apontarem que a Victory Trading teria sido usada para lavar dinheiro desviado do Corinthians em um esquema de fraude publicitária relacionado ao caso VaideBet.
Outra empresa sancionada, a Wave Construções, foi registrada em novembro de 2023 já com capital social de R$ 3 milhões.
Pouco mais de dois anos depois, em abril de 2026, a empresa foi oficialmente dissolvida. Conforme documentos da Jucesp, o próprio Shimada ficou responsável pela guarda dos livros contábeis após o encerramento das atividades.
A Pixwave, também alvo das sanções americanas, possui dois sócios: Victor Henrique de Oliveira Shimada e a empresa WTBO Consultoria.
Embora a Pixwave não tenha registrado aumento expressivo de capital, a WTBO passou por uma expansão significativa. Segundo a Jucesp, a empresa saiu de R$ 104,5 mil para R$ 9,1 milhões em capital social em cinco anos – crescimento superior a 8.000%.
Apesar da ligação societária, a WTBO não foi incluída na lista de empresas sancionadas pelo governo dos Estados Unidos.
O que determinam as sanções
Segundo o governo americano, todas as empresas e pessoas incluídas na lista passam a ter eventuais bens e ativos nos Estados Unidos bloqueados. Além disso, cidadãos, empresas e instituições financeiras americanas ficam proibidos de realizar negócios com os sancionados.
As medidas fazem parte de uma investigação conduzida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), com apoio do FBI e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que aponta o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental.
O SBT News procurou a defesa de Victor Henrique de Oliveira Shimada. Até a publicação desta reportagem, não houve manifestação. Caso haja resposta, o texto será atualizado.
Alvo dos EUA, empresa de SP aumentou capital em 27.000%Documentos da Jucesp mostram salto milionário em empresas sancionadas pelos EUA por suposta ligação com esquema de lavagem do PCCMundo2026-07-01T17:55:39.110ZDocumentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) obtidos pelo SBT News revelam que uma das por suposta ligação com um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) aumentou seu capital social em cerca de 27.000% em apenas dois anos. O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas Victory Trading, Pixwave, Wave Construções e da portuguesa Avenidas Flutuantes. Segundo o governo norte-americano, a estrutura teria sido usada para lavar mais de US$ 30 milhões obtidos pelo PCC com atividades criminosas. De acordo com os registros da Jucesp, a Victory Trading foi aberta com capital social de R$ 110 mil. Em novembro de 2023, o valor foi elevado para R$ 30 milhões, um crescimento de aproximadamente 27.000%. Para as autoridades dos Estados Unidos, a empresa integra a rede comandada por Shimada, apontado como o principal elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais. O Departamento do Tesouro afirma que ele utilizava criptomoedas e empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos entre os Estados Unidos e o Brasil. O histórico de Shimada já havia chamado a atenção das autoridades brasileiras. Em janeiro de 2025, ele chegou a cumprir prisão domiciliar após investigações apontarem que a Victory Trading teria sido usada para lavar dinheiro desviado do Corinthians em um esquema de fraude publicitária relacionado ao . Outra empresa sancionada, a Wave Construções, foi registrada em novembro de 2023 já com capital social de R$ 3 milhões. Pouco mais de dois anos depois, em abril de 2026, a empresa foi oficialmente dissolvida. Conforme documentos da Jucesp, o próprio Shimada ficou responsável pela guarda dos livros contábeis após o encerramento das atividades. A Pixwave, também alvo das sanções americanas, possui dois sócios: Victor Henrique de Oliveira Shimada e a empresa WTBO Consultoria. Embora a Pixwave não tenha registrado aumento expressivo de capital, a WTBO passou por uma expansão significativa. Segundo a Jucesp, a empresa saiu de R$ 104,5 mil para R$ 9,1 milhões em capital social em cinco anos – crescimento superior a 8.000%. Apesar da ligação societária, a WTBO não foi incluída na lista de empresas sancionadas pelo governo dos Estados Unidos. O que determinam as sanções Segundo o governo americano, todas as empresas e pessoas incluídas na lista passam a ter eventuais bens e ativos nos Estados Unidos bloqueados. Além disso, cidadãos, empresas e instituições financeiras americanas ficam proibidos de realizar negócios com os sancionados. As medidas fazem parte de uma investigação conduzida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), com apoio do FBI e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que aponta o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental. O SBT News procurou a defesa de Victor Henrique de Oliveira Shimada. Até a publicação desta reportagem, não houve manifestação. Caso haja resposta, o texto será atualizado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/alvo-dos-eua-empresa-de-sp-aumentou-capital-em-27-000
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