"Eu não dependo do poder", diz candidato Augusto Cury
Em evento com empresários, postulante ao Palácio do Planalto pelo Avante criticou a atual polarização política do país: "sinto que Brasília é como um manicômio"
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"Às vezes, eu sinto que Brasília se tornou um manicômio, com essa polarização esquizofrênica, digladiando-se uns com os outros", afirmou.
"No fundo, não há dois barcos: esquerda e direita, direita e esquerda. Só há um barco, chamado família brasileira. E quem dirige esse barco é empregado da sociedade, contratado pelo voto, com prazo determinado para ser despedido", declarou o candidato, em outro momento.
Durante o encontro com empresários, ele também deu sua opinião sobre temas como a tensão entre os três poderes, a questão das apostas online, a taxa de juros e a reforma tributária.
Tensão entre os poderes
Cury disse que os três poderes não têm vivido em harmonia, mas que, caso seja eleito, vai resolver esse conflito pacificamente.
Na sua visão, o Supremo Tribunal Federal (STF) "tem sido quase um superpoder", que chega até mesmo a legislar. Por isso, o candidato defendeu que o cargo de ministro deixe de ser vitalício.
Para evitar interferência política no Judiciário, ele defende que os magistrados da principal corte brasileira não sejam mais indicados pelo presidente da República.
"Quem escolhe são as próprias classes", explicou, fazendo referência a entidades como Ajufe (Associação dos Juízes Federais), AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) , CONAMP (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Na visão de Cury, "as apostas se tornaram um câncer na sociedade brasileira". Para combater esse problema, ele pretende taxar as companhias que atuam nessa área.
"As bets terão que ser altamente regularizadas, reguladas, inclusive com impostos altíssimos, para haver inibição, para que esse dinheiro que poderia promover a sociedade brasileira não vá para essas empresas, que cada vez mais se tornam bilionárias."
Selic
O candidato do Avante defendeu a autonomia do Banco Central para controlar a inflação, mas criticou a alta da taxa de juros.
"Porque a mesma guilhotina que se usa para cortar o ímpeto do consumidor, para sobrar mais produtos, para se abaixar a inflação, essa mesma guilhotina corta o ímpeto ou a capacidade do produtor", argumentou.
Reforma Tributária
"Nós certamente faremos uma análise dessa reforma tributária, para ver se ela facilita ou se ela pune, se ela liberta ou asfixia. E nós provavelmente teremos que fazer ajustes nessa reforma tributária, porque 70% da economia brasileira é movida pelo comércio e pelo serviço. Então, vocês têm a minha garantia aqui pública de que tanto o CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços] quanto o IBS [Imposto sobre Bens e Serviços] terão que apoiar, valorizar, transformar o comércio em um setor mais flexível, e não muito mais pesado, amarrado e asfixiado."
Programas Assistenciais
Cury defendeu ajustes no programa Bolsa Família.
"Quem assinar a carteira [de trabalho] tem que ter a garantia de que não vai perder o benefício, pelo menos por um certo tempo. E quem abre uma microempresa, uma MEI, também não vai perder o Bolsa Família, pelo menos por um certo tempo, até se adaptar. Assim, nós poderemos, talvez, colocar 15 milhões de pessoas no mercado de trabalho, porque vocês sabem que hoje está muito difícil de encontrar colaboradores para as empresas."
Apoio às pequenas empresas
O candidato do Avante diz que, caso seja eleito, deve financiar aproximadamente 10 milhões de microempresas, entre os próximos oito a dez anos.
"Para isso, eu dividiria o BNDES em dois, logo na primeira semana: um banco para grandes empresas, e um banco para pequenas e micro empresas. Em cada comunidade, em cada favela, em cada escola pública, em cada igreja, [é preciso] ter uma agência do banco de empreendedor e uma escola do empreendedor, para que possamos transformar a nação brasileira na maior nação empreendedora do planeta", completou.
"Eu não dependo do poder", diz candidato Augusto CuryEm evento com empresários, postulante ao Palácio do Planalto pelo Avante criticou a atual polarização política do país: "sinto que Brasília é como um manicômio"Política2026-08-18T18:08:21.582Z, disse que, diferentemente dos seus adversários na disputa pelo Planalto, não depende do poder. A declaração foi dada em um evento promovido pela UNECS (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), em Brasília, nesta terça-feira (18). . 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. "Às vezes, eu sinto que Brasília se tornou um manicômio, com essa polarização esquizofrênica, digladiando-se uns com os outros", afirmou. "No fundo, não há dois barcos: esquerda e direita, direita e esquerda. Só há um barco, chamado família brasileira. E quem dirige esse barco é empregado da sociedade, contratado pelo voto, com prazo determinado para ser despedido", declarou o candidato, em outro momento. Durante o encontro com empresários, ele também deu sua opinião sobre temas como a tensão entre os três poderes, a questão das apostas online, a taxa de juros e a reforma tributária. Tensão entre os poderes Cury disse que os três poderes não têm vivido em harmonia, mas que, caso seja eleito, vai resolver esse conflito pacificamente. Na sua visão, o "tem sido quase um superpoder", que chega até mesmo a legislar. Por isso, o candidato defendeu que o cargo de ministro deixe de ser vitalício. Para evitar interferência política no Judiciário, ele defende que os magistrados da principal corte brasileira não sejam mais indicados pelo presidente da República. "Quem escolhe são as próprias classes", explicou, fazendo referência a entidades como Ajufe (Associação dos Juízes Federais), AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) , CONAMP (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Bets Na visão de Cury, "as apostas se tornaram um câncer na sociedade brasileira". Para combater esse problema, ele pretende taxar as companhias que atuam nessa área. "As bets terão que ser altamente regularizadas, reguladas, inclusive com impostos altíssimos, para haver inibição, para que esse dinheiro que poderia promover a sociedade brasileira não vá para essas empresas, que cada vez mais se tornam bilionárias." Selic O candidato do Avante defendeu a autonomia do Banco Central para controlar a inflação, mas criticou a alta da taxa de juros. "Porque a mesma guilhotina que se usa para cortar o ímpeto do consumidor, para sobrar mais produtos, para se abaixar a inflação, essa mesma guilhotina corta o ímpeto ou a capacidade do produtor", argumentou. Reforma Tributária "Nós certamente faremos uma análise dessa reforma tributária, para ver se ela facilita ou se ela pune, se ela liberta ou asfixia. E nós provavelmente teremos que fazer ajustes nessa reforma tributária, porque 70% da economia brasileira é movida pelo comércio e pelo serviço. Então, vocês têm a minha garantia aqui pública de que tanto o CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços] quanto o IBS [Imposto sobre Bens e Serviços] terão que apoiar, valorizar, transformar o comércio em um setor mais flexível, e não muito mais pesado, amarrado e asfixiado." Programas Assistenciais Cury defendeu ajustes no programa Bolsa Família. "Quem assinar a carteira [de trabalho] tem que ter a garantia de que não vai perder o benefício, pelo menos por um certo tempo. E quem abre uma microempresa, uma MEI, também não vai perder o Bolsa Família, pelo menos por um certo tempo, até se adaptar. Assim, nós poderemos, talvez, colocar 15 milhões de pessoas no mercado de trabalho, porque vocês sabem que hoje está muito difícil de encontrar colaboradores para as empresas." Apoio às pequenas empresas O candidato do Avante diz que, caso seja eleito, deve financiar aproximadamente 10 milhões de microempresas, entre os próximos oito a dez anos. "Para isso, eu dividiria o BNDES em dois, logo na primeira semana: um banco para grandes empresas, e um banco para pequenas e micro empresas. Em cada comunidade, em cada favela, em cada escola pública, em cada igreja, [é preciso] ter uma agência do banco de empreendedor e uma escola do empreendedor, para que possamos transformar a nação brasileira na maior nação empreendedora do planeta", completou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/eu-nao-dependo-do-poder-diz-candidato-augusto-cury