Kassio: não há sinal de interferência estrangeira na eleição
Presidente do TSE disse que órgãos de segurança afastaram riscos internacionais ao processo eleitoral

O presidente do TSE, Nunes Marques, durante visita ao centro de comando e controle nacional | Antonio Augusto/TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, disse neste domingo (4) que os órgãos de segurança não identificaram quaisquer sinais de interferência estrangeira nas eleições.
Segundo o ministro, parte desse resultado se deve à colaboração da Justiça eleitoral com as redes sociais.
“Até o momento não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional. Muito se falava que essas interferências poderiam vir das plataformas [de redes sociais], mas creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas e a dedicação que elas tiveram afastou muitos dos problemas que eventualmente poderíamos ter", declarou o ministro em pronunciamento a jornalistas.
Nunes Marques também comentou sobre a interrupção dos serviços consulares prestados pelas embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália e dos alertas similares emitidos pelas delegações do Reino Unido e do Canadá na sexta-feira (2).
O presidente do TSE disse que não há indícios de riscos internacionais às eleições relacionadas a esses casos. Ele afirmou que o movimento desses governos se deve ao “acirramento político” às vésperas da votação.
“Os próprios governos interromperam os serviços em razão das eleições. Isso é comum sempre que há um acirramento político dentro do país, [também] ocorreu na Colômbia", disse o ministro.
Dados da eleição
Durante a coletiva de imprensa, o presidente do TSE divulgou números parciais do processo de votação pelo país:
- 1121 urnas substituídas (cerca de 0,2% do total);
- 12 milhões de e-títulos baixados neste fim de semana;
- 15 milhões de consultas dos locais de votação;
- 2 mil eleitores com mobilidade reduzida transportados aos locais de votação;
- 143 ocorrências relacionadas à desinformação (2,8 mil desde 16 de agosto);
- 94 cidades com oscilação ou falta de energia (140 no início da votação);
- 59 pessoas conduzidas por suspeitas de crimes eleitorais (25 em flagrante);
- R$ 380 mil apreendidos (mais de R$ 30 milhões em 2026).














