Flávio Bolsonaro perde duelo nas redes sobre tarifaço
Aproximadamente 85% das mensagens em plataformas digitais são desfavoráveis ao pré-candidato do PL a presidente

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) | Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro
O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), virou alvo de 85% das mensagens, comentários e conversas em grupos de WhatsApp e Telegram na última semana logo após o anúncio de um novo tarifaço dos Estados Unidos contra setores da economia brasileira.
Os dados são de monitoramento feito pela Palver, empresa de tecnologia que faz análise das plataformas. De acordo com o levantamento, apenas 15% das mensagens saíram em defesa de Flávio – que esteve nos Estados Unidos, em 7 de julho, para pedir o adiamento das novas taxas para depois das eleições.
O duelo nas redes se deu principalmente baseado nas hashtags “Tariflávio” e “Partido do Tarifaço”, numa alusão à sigla do presidente Lula, o PT. O pico de menções ocorreu em 16 de julho, um dia depois da confirmação das sanções, quando foram registradas 337 mensagens e comentários a cada 100 mil postagens.
A narrativa predominante foi a de que o clã Bolsonaro teria articulado as medidas com o governo Trump contra o Brasil, o que foi considerado traição e entreguismo. Como contraponto, apoiadores do senador tentaram emplacar que o governo Lula teria agido de má-fé nas negociações, tese que ficou restrita a 15% das menções.
Na segunda-feira (20), o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, foi ao Tribunal Superior Eleitoral para formalizar representação com denúncia de milhares de contas falsas que estariam sendo usadas para atacar o pré-candidato do PL nas redes sociais.
























