Política

Controle de rede social é novo voto de cabresto, diz TST

Pesquisa feita pelo TST aponta que o número de processos abertos por assédio eleitoral dobrou em 3 anos

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Nathalia Fruet
Primeiro turno das eleições de 2026 será no dia 4 de outubro | Foto: Nelson Júnior/TSE

Primeiro turno das eleições de 2026 será no dia 4 de outubro | Foto: Nelson Júnior/TSE

A Justiça do Trabalho fez análise qualitativa de 138 processos que estão em tramitação e que tratam de assédio eleitoral, 93 deles são ações pela intimidação feita de forma virtual, o que representa 67,4% de todos os processos pesquisados.

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O levantamento é usado para a campanha lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TST) "No meu voto mando eu" que quer evitar que empregadores façam qualquer tipo de apelo sobre o voto dos subordinados.

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O juiz-auxiliar da presidência do TST, Rodrigo Trindade, em entrevista ao Poder Expresso, afirmou que existem muitas ações relacionadas ao posicionamento adotado pelos empregados em plataformas digitais.

O magistrado classifica a fiscalização virtual como novo voto do cabresto. "O nosso assédio, que substitui o voto de cabresto, o coronelismo do século passado, ele acaba acontecendo nas redes sociais. Esse novo voto de cabresto acontece quando o empregador faz uma fiscalização, o patrulhamento das redes sociais do empregado, tanto de forma negativa quanto positiva, aquele empregador que obriga o funcionário ou sugere ao funcionário que mude o posicionamento na rede social" destacou o juiz.

A possibilidade de ingressar com ações na justiça do trabalho por assédio eleitoral iniciou em 2023. O levantamento do TST mostra que, atualmente, existem mais de 700 ações em tramitação em todo o país, 138 foram alvo da análise qualitativa.

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