Política

Vice de Flávio afasta aliadas de Michelle da campanha

Oficialmente, a ex-primeira-dama manifestou apoio a Alfredo Gaspar, mas, nos bastidores, integrantes do PL Mulher nos estados demonstraram incômodo

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Nathalia Fruet
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anuncia o deputado Alfredo Gaspar como o vice de sua chapa ao Palácio do Planalto 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anuncia o deputado Alfredo Gaspar como o vice de sua chapa ao Palácio do Planalto 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado

A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), foi um balde de água fria entre mulheres que fazem parte dos diretórios da sigla nos Estados. Dirigentes ouvidas pela coluna,na condição de anonimato dizem que o nome da deputada federal Priscila Costa (PL-CE), que acabou sendo preterido pela chapa bolsonarista, iria agregar não só o voto feminino como também as eleitores evangélicas. Isso porque a deputada federal pelo Ceará é filha e neta de pastores da Assembléia de Deus, uma das principais denominações evangélicas do país.

A coluna apurou que, em grupos internos do PL, essas dirigentes começaram a compartilhar postagem feita pelo ministro Guilherme Boulos (PT-SP), aliado de Lula, de que Gaspar já foi acusado, por exemplo, de estupro de vulnerável, o que o deputado sempre negou. Além disso, na mesma publicação, Boulos cita a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado de Alagoas em inquérito sobre desvio de recursos de emendas parlamentares.

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O nome de Gaspar também é citado por pastores, ouvidos pelo SBT News, que dizem ver poucas chances de o vice escolhido abrir interlocução com os evangélicos no país. Em 2022, lideranças de várias igrejas declararam apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Houve naquela ocasião, inclusive, eventos organizados por integrantes dessas igrejas, o que não está no radar na disputa deste ano.

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