Política

Caso Lulinha: novos inquéritos provocam duelo nas redes

Apoiadores de Lula e de Flávio Bolsonaro travam disputa de narrativas que divide plataformas e grupos de mensagens

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Nathalia Fruet
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) | Reprodução

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) | Reprodução

Os novos inquéritos envolvendo Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dominaram o debate nos últimos dias nas redes sociais e em grupos públicos de mensagens. Diferentemente de outros temas recentes, porém, o assunto gerou narrativas distintas entre as plataformas.

Segundo levantamento da Palver, empresa de monitoramento digital, 64% das menções no X, Instagram e TikTok saíram em defesa de Lula e de seu filho. Já em grupos públicos de Telegram e WhatsApp, mais de 70% dos comentários criticavam o presidente e Lulinha.

Lucas Cividanes, consultor da Palver, avalia que a diferença de comportamento entre as plataformas mostra que o PT passou a se organizar melhor nas redes sociais. Segundo ele, o partido, porém, ainda enfrenta dificuldades para disputar espaço nos grupos de mensagens, ambiente em que apoiadores do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm maior presença.

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De acordo com o levantamento, apoiadores de Lula sustentam que há uma ação coordenada para atingir politicamente o presidente por meio das investigações contra seu filho e argumentam que as apurações do chamado caso Master, que envolvem Flávio Bolsonaro, avançam em ritmo mais lento.

Já aliados de Flávio Bolsonaro afirmam que, se o investigado fosse um filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele já estaria preso. Também defendem que as suspeitas envolvendo Lulinha já estariam evidentes desde a CPI do INSS.

O monitoramento indica ainda que o tema deve continuar repercutindo à medida que surgirem novos desdobramentos das investigações.

Nesta terça-feira (4), o gabinete do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou ter autorizado a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Lulinha, sem divulgar detalhes sobre o objeto da investigação.

Até o momento, o pico de repercussão ocorreu em 31 de julho, quando foi instaurado um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas à tentativa de obtenção de contratos com o governo federal para o fornecimento de cannabis medicinal.

O Ministério da Saúde nega que tenha firmado contratos com empresa ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

Segundo a Palver, no dia da confirmação desse segundo inquérito foram registradas 951 menções a cada 100 mil postagens nas redes sociais e 392 menções a cada 100 mil mensagens em grupos públicos de Telegram e WhatsApp.

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