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Após Abin, Lula diz que Trump não vai interferir na eleição

Presidente afirma que republicano tem feito sinalização de que não vai atrapalhar processo eleitoral, mas voltou a chamá-lo de “imperador”

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Lula em entrevista à "CNN International" | Reprodução

Lula em entrevista à "CNN International" | Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (21) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem afirmado a pessoas próximas que não pretende interferir nas eleições brasileiras de outubro. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN International.

“Ele já disse para muita gente que não vai se envolver nas eleições brasileiras. E é bom que seja assim”, afirmou o presidente, que está em Nova York para a abertura da Assembleia Geral da ONU, na terça (22).

No fim de agosto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) enviou ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Justiça e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório reforçando a possibilidade de influência dos Estados Unidos nas eleições de outubro. O documento, que está sob sigilo e foi confirmado pelo Coluna da Basília, indica um aumento do nível de criticidade relacionado ao risco de interferência por meio de uma escalada da pressão comercial e diplomátia para desestabilizar o ambiente interno.

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Na entrevista, Lula voltou a chamar o republicano de “imperador” e criticou a forma com que o presidente americano tem usado de seu poder para pressionar decisões internas de outras nações soberanas, como no caso do tarifaço sobre o Brasil e da prisão de Nicolás Maduro na Venezuela.

“Ele tem um jeito de governar baseado em ‘sou o mais forte, sou o mais poderoso, sou o mais rico, posso tudo, e todos os outros têm que obedecer’. É a lei do mais forte", criticou.

Lula deixou em aberto a possibilidade de invocar a reciprocidade e taxar de volta produtos americanos, mas frisou ainda acreditar em uma decisão consensuada para arrefecer a escalada comercial entre os países.

Mais cedo, Lula esteve com o prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, uma assíduo crítico de Trump. Os dois compartilharam experiências de governo bem-sucedidas no combate à pobreza e fizeram um gesto proximidade antes do discurso de Lula na ONU.

Conforme apurou o SBT News, o governo brasileiro está preparado para um encontro informal com Trump, mas não há reunião bilateral prevista na agenda.

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