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Congressistas democratas querem investigar aliados de Trump

Alvos devem ser o bilionário Elon Musk e o recém-nomeado chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller

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Por André de Sena e com informações da Reuters
O CEO da Tesla, Elon Musk, em evento em Washington, EUA | Evan Vucci/Reuters

O CEO da Tesla, Elon Musk, em evento em Washington, EUA | Evan Vucci/Reuters

Os democratas querem aproveitar a maioria no Congresso que terão a partir de janeiro para investigar dois aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: o bilionário Elon Musk e o recém-nomeado chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller. A informação foi divulgada neste domingo (8) pelo deputado da Califórnia Robert Garcia, em uma entrevista ao programa “State of the Union”, da emissora de televisão americana CNN.

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De acordo com Garcia, que deve assumir a presidência da Comissão de Fiscalização da Câmara no ano que vem, as investigações contra Musk irão se concentrar no envolvimento do bilionário na demissão em massa de funcionários federais do Departamento de Eficiência Governamental, ocorrida no ano passado.

“Acho que há muito interesse, não apenas por parte da nossa comissão, mas de comissões de todo o Congresso, em ouvir o Sr. Musk”, disse Garcia.

Já as investigações contra Miller devem focar principalmente em seu papel na repressão violenta contra imigrantes. A postura do governo Trump em relação à imigração se mostrou impopular entre os eleitores dos Estados Unidos. Uma pesquisa realizada em outubro pela Reuters/Ipsos constatou que apenas 37% dos americanos aprovam a forma como o presidente lida com o tema, o que caracteriza uma queda em relação aos 50% registrados quando ele assumiu o cargo, em janeiro de 2025.

Apesar do descontentamento da população, a tendência é de que, com Miller como chefe de gabinete da Casa Branca, o governo Trump continue com sua abordagem agressiva em relação aos imigrantes.

“Stephen Miller está no centro das principais decisões políticas que estão ocorrendo no governo e, por isso, merece fiscalização e investigação”, argumentou Garcia.

Processo de impeachment contra Pete Hegseth

Também nesse domingo, o congressista Hakeem Jeffries, que se tornará presidente da Câmara dos Deputados em janeiro, disse que os democratas apoiarão a abertura de um processo de impeachment contra o secretário de Defesa do governo Trump, Pete Hegseth.

“Pete Hegseth tem que sair (...) Acredito que haverá um apoio incrivelmente forte a essa resolução”, disse Jeffries ao programa “This Week”, da rede de televisão ABC.

Na entrevista, o futuro presidente da Câmara citou a impopular guerra dos Estados Unidos contra o Irã, que levou a um aumento acentuado nos preços dos combustíveis.

A proposta para destituir Hegseth deve ser apresentada pelo deputado Thomas Massie, que, mesmo sendo republicano, é crítico ao trabalho do secretário de Defesa.

O procurador-geral Todd Blanche sinalizou que o governo Trump está preparado para enfrentar os democratas no Congresso, classificando as ameaças da oposição de investigar autoridades do governo e seus aliados como “algo que não podemos tolerar neste país”.

“Se é isso que a nova liderança que está chegando quer fazer, estamos prontos”, afirmou Blanche. “Se você trabalha neste governo, tem um advogado. Sou eu.”

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