Política

PF investiga ameaça de morte contra a deputada Ana Elisa

Em nota, corporação afirmou que apurações já começaram e que busca "cooperação internacional" para identificar envolvidos

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Por Felipe Moraes
Deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) | Reprodução/Redes sociais

Deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) | Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal (PF) anunciou neste domingo (8) que investiga ameaças contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG). O caso está sendo conduzido pela delegacia da corporação em Divinópolis (MG), cidade natal da parlamentar, com apoio técnico da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER-PF).

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Em nota, a PF afirmou que "medidas investigativas já foram iniciadas" e incluem "diligências especializadas" e "pedidos de cooperação policial internacional" para a identificação de responsáveis.

"Em razão do sigilo necessário à preservação das investigações, não serão divulgados detalhes das diligências em andamento", explicou a Polícia Federal.

Ana Elisa, de 21 anos, publicou um vídeo no Instagram no sábado (7), no qual leu um e-mail com ameaças de morte, estupro e ataques misóginos e racistas contra ela. O post foi em reação a críticas que recebeu por andar com escolta policial 24 horas por dia desde que foi eleita.

"A Polícia Federal possui experiência na investigação de ameaças praticadas por meios eletrônicos contra autoridades, parlamentares, agentes públicos e outras pessoas de elevada exposição pública. Nos últimos anos, a instituição participou de investigações que resultaram na identificação e responsabilização de autores que utilizavam recursos tecnológicos para dificultar sua identificação", disse a corporação.

Em comunicado, a PF também lembrou que a operação Aggregatio, deflagrada em outubro, identificou uma pessoa responsável por "ameaças e outras condutas criminosas praticadas pela internet contra parlamentares, autoridades e pessoas públicas de diferentes estados".

"A investigação demonstrou que ocorrências inicialmente tratadas como independentes possuíam origem comum, identificada a partir do emprego de técnicas especializadas de investigação digital", apontou.

A PF reforçou que ameaças contra "qualquer cidadão devem ser tratadas com seriedade, mediante avaliação de risco e adoção das medidas de proteção consideradas necessárias pelas autoridades competentes".

"A instituição continuará atuando em cooperação com órgãos nacionais e parceiros internacionais para identificar e responsabilizar os envolvidos", acrescentou.

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