Ana Elisa denuncia perseguição a trabalhadores pós-eleição
Deputada federal eleita também criticou divulgação de lista de estabelecimentos que seriam alvo de boicote; MPT registrou 2,4 mil denúncias de assédio eleitoral
Emanuelle Menezes, com informações do Estado de Minas
Ana Elisa | Reprodução/Redes sociais
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) denunciou casos de perseguição política após o segundo turno das eleições presidenciais e comparou boicotes a estabelecimentos comerciais a práticas adotadas durante o nazismo na Alemanha. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar também convocou advogados para prestar assistência jurídica a pessoas que tenham sofrido retaliações por suas posições políticas.
Na gravação, Ana Elisa criticou a divulgação de listas de estabelecimentos comerciais que seriam alvo de boicote e relatou casos de trabalhadores demitidos por motivos políticos. A deputada comparou a situação ao boicote promovido pelo regime nazista contra estabelecimentos de comerciantes judeus.
“Eu quero dizer que eu ainda acredito que existam pessoas boas que adotaram o movimento do bolsonarismo sem saber de onde este movimento é oriundo. Eu sempre os alertei sobre o lema ‘Deus, pátria, família’, que é herança da Alemanha nazista. Essa atitude agora de fazer boicote, também é uma herança. Nós estamos avançando cada vez mais para um país que parece com um país que matava judeu”, afirmou.
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A parlamentar também relatou publicações de médicos que teriam ameaçado alterar medicamentos de pacientes em razão de posicionamentos políticos. As declarações foram apresentadas por Ana Elisa como exemplos de comportamentos que, segundo ela, precisam ser responsabilizados.
“Eu quero deixar isso aqui, que vocês se manifestem, que as pessoas consigam os procurar. Pessoas foram demitidas, comércios estão sendo boicotados, e isso não pode acontecer. Essas pessoas precisam ser responsabilizadas. Nós já perdemos uma eleição, em 2018, e isso não ocorreu”, declarou.
Ela também orientou os possíveis prejudicados a reunir provas dos episódios e a procurar assistência especializada.
MPT registra mais de 2,4 mil denúncias de assédio eleitoral
As declarações de Ana Elisa ocorrem em meio ao aumento das denúncias de assédio eleitoral no país. Segundo balanço divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), foram registradas 2.467 denúncias em 2026. Dessas, mais de 530 ocorreram desde o segundo turno das eleições presidenciais.
Entre os casos denunciados estão ameaças de demissão e outras formas de retaliação contra trabalhadores em razão do voto. De acordo com o levantamento, a maior parte das ocorrências recentes envolve manifestações de bolsonaristas contra pessoas que votaram em Lula (PT).
“A eleição acabou, mas o assédio eleitoral não. O empresário é dono do seu negócio e não do voto do seu empregado e demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal. Será alvo de atuação do Ministério Público do Trabalho perante a justiça do trabalho”, afirmou o procurador-geral do Trabalho, Glaucio Araújo de Oliveira.
Até terça-feira (27), São Paulo liderava o número de denúncias no ano, com 459 registros, seguido por Minas Gerais (242), Paraná (238) e Rio de Janeiro (190).
O MPT orienta que vítimas e testemunhas de assédio eleitoral preservem provas, como capturas de tela e gravações, para auxiliar na investigação. As denúncias podem ser encaminhadas ao órgão.
Ana Elisa denuncia perseguição a trabalhadores pós-eleiçãoDeputada federal eleita também criticou divulgação de lista de estabelecimentos que seriam alvo de boicote; MPT registrou 2,4 mil denúncias de assédio eleitoralPolítica2026-10-28T19:17:18.668ZA deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) denunciou casos de perseguição política após o e comparou boicotes a estabelecimentos comerciais a práticas adotadas durante o nazismo na Alemanha. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar também convocou advogados para prestar assistência jurídica a pessoas que tenham sofrido retaliações por suas posições políticas. Na gravação, Ana Elisa criticou a divulgação de listas de estabelecimentos comerciais que seriam alvo de boicote e relatou casos de trabalhadores demitidos por motivos políticos. A deputada comparou a situação ao boicote promovido pelo regime nazista contra estabelecimentos de comerciantes judeus. “Eu quero dizer que eu ainda acredito que existam pessoas boas que adotaram o movimento do bolsonarismo sem saber de onde este movimento é oriundo. Eu sempre os alertei sobre o lema ‘Deus, pátria, família’, que é herança da Alemanha nazista. Essa atitude agora de fazer boicote, também é uma herança. Nós estamos avançando cada vez mais para um país que parece com um país que matava judeu”, afirmou. A parlamentar também relatou publicações de médicos que teriam ameaçado alterar medicamentos de pacientes em razão de posicionamentos políticos. As declarações foram apresentadas por Ana Elisa como exemplos de comportamentos que, segundo ela, precisam ser responsabilizados. “Eu quero deixar isso aqui, que vocês se manifestem, que as pessoas consigam os procurar. Pessoas foram demitidas, comércios estão sendo boicotados, e isso não pode acontecer. Essas pessoas precisam ser responsabilizadas. Nós já perdemos uma eleição, em 2018, e isso não ocorreu”, declarou. Ela também orientou os possíveis prejudicados a reunir provas dos episódios e a procurar assistência especializada. MPT registra mais de 2,4 mil denúncias de assédio eleitoral As declarações de Ana Elisa ocorrem em meio ao . Segundo balanço divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), foram registradas 2.467 denúncias em 2026. Dessas, mais de 530 ocorreram desde o segundo turno das eleições presidenciais. Entre os casos denunciados estão ameaças de demissão e outras formas de retaliação contra trabalhadores em razão do voto. De acordo com o levantamento, a maior parte das ocorrências recentes envolve manifestações de bolsonaristas contra pessoas que votaram em Lula (PT). “A eleição acabou, mas o assédio eleitoral não. O empresário é dono do seu negócio e não do voto do seu empregado e demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal. Será alvo de atuação do Ministério Público do Trabalho perante a justiça do trabalho”, afirmou o procurador-geral do Trabalho, Glaucio Araújo de Oliveira. Até terça-feira (27), São Paulo liderava o número de denúncias no ano, com 459 registros, seguido por Minas Gerais (242), Paraná (238) e Rio de Janeiro (190). O MPT orienta que vítimas e testemunhas de assédio eleitoral preservem provas, como capturas de tela e gravações, para auxiliar na investigação. As denúncias podem ser encaminhadas ao órgão.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ana-elisa-denuncia-perseguicao-a-trabalhadores-pos-eleicao
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