STF arquiva investigações ligadas ao inquérito das fake news
Decisões envolvem Eduardo Bolsonaro, Silas Malafaia e Guilherme Fiuza e têm motivações distintas, como condenação definitiva, falta de provas e prescrição
Beatriz Nogueira
Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo | Divulgação/Alejandro Zambrana/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de três investigações relacionadas ao chamado inquérito das Fake News. As decisões, assinadas na segunda-feira (26), envolvem o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o pastor Silas Malafaia e o jornalista e escritor Guilherme Fiuza.
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As apurações investigavam suspeitas de coação no curso do processo, incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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Os arquivamentos, no entanto, ocorreram por motivos diferentes: enquanto a investigação contra Eduardo foi encerrada após resultar em uma condenação definitiva em uma ação derivada da apuração, os procedimentos envolvendo Malafaia e Fiuza foram arquivados diante da ausência de elementos suficientes para sustentar parte das acusações. No caso do jornalista, Fachin também reconheceu a prescrição de um dos crimes investigados.
As decisões também determinaram a revogação de medidas cautelares nos casos de Malafaia e Fiuza. O arquivamento de investigações por insuficiência de provas não impede, em regra, a retomada das apurações caso surjam novas provas,
O ex-deputado foi investigado por supostamente articular, nos Estados Unidos, medidas de pressão contra autoridades brasileiras para interferir no andamento da ação penal que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a acusação, Eduardo atuou no exterior para pressionar autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, por meio da articulação de sanções internacionais contra o Brasil, ocasionando o chamado tarifaço
Em 16 de junho de 2026, Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto. Após a rejeição dos embargos de declaração apresentados pela defesa, a condenação transitou em julgado em 3 de outubro.
Malafaia foi investigado por pressão contra autoridades
O pastor foi investigado por suspeita de participação em uma articulação para pressionar autoridades brasileiras e interferir no processo que apurava a atuação de Eduardo e Paulo Figueiredo nos Estados Unidos.
A investigação buscava esclarecer se Malafaia teria contribuído para a prática de coação no curso do processo, por meio de sugestões de estratégias e apoio às iniciativas dos outros investigados.
A Procuradoria concluiu que não havia elementos suficientes para comprovar a participação de Malafaia na suposta coação e pediu o arquivamento da investigação.
Fiuza foi investigado por publicações nas redes sociais
O jornalista foi investigado após publicações nas redes sociais que, segundo a apuração, continham notícias fraudulentas sobre a atuação do STF e de seus ministros. A investigação apurava duas possíveis condutas criminosas: incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Em relação à incitação ao crime, a última conduta investigada teria ocorrido em 17 de dezembro de 2022. Como o prazo prescricional aplicável era de três anos, Fachin reconheceu a prescrição e declarou extinta a punibilidade do jornalista nesse ponto.
Já na investigação sobre possível abolição violenta do Estado Democrático de Direito, a PGR concluiu que as diligências não produziram elementos mínimos capazes de sustentar a acusação.
STF arquiva investigações ligadas ao inquérito das fake newsDecisões envolvem Eduardo Bolsonaro, Silas Malafaia e Guilherme Fiuza e têm motivações distintas, como condenação definitiva, falta de provas e prescrição
Política2026-10-28T19:21:21.087ZO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de três investigações relacionadas ao chamado inquérito das Fake News. As decisões, assinadas na segunda-feira (26), envolvem o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o pastor Silas Malafaia e o jornalista e escritor Guilherme Fiuza. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! As apurações investigavam suspeitas de coação no curso do processo, incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Os arquivamentos, no entanto, ocorreram por motivos diferentes: enquanto a investigação contra Eduardo foi encerrada após resultar em uma condenação definitiva em uma ação derivada da apuração, os procedimentos envolvendo Malafaia e Fiuza foram arquivados diante da ausência de elementos suficientes para sustentar parte das acusações. No caso do jornalista, Fachin também reconheceu a prescrição de um dos crimes investigados. As decisões também determinaram a revogação de medidas cautelares nos casos de Malafaia e Fiuza. O arquivamento de investigações por insuficiência de provas não impede, em regra, a retomada das apurações caso surjam novas provas, + Eduardo Bolsonaro foi condenado por coação O ex-deputado foi investigado por supostamente articular, nos Estados Unidos, medidas de pressão contra autoridades brasileiras para interferir no andamento da ação penal que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado. Segundo a acusação, Eduardo atuou no exterior para pressionar autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, por meio da articulação de sanções internacionais contra o Brasil, ocasionando o chamado tarifaço Em 16 de junho de 2026, Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto. Após a rejeição dos embargos de declaração apresentados pela defesa, a condenação transitou em julgado em 3 de outubro. Malafaia foi investigado por pressão contra autoridades O pastor foi investigado por suspeita de participação em uma articulação para pressionar autoridades brasileiras e interferir no processo que apurava a atuação de Eduardo e Paulo Figueiredo nos Estados Unidos. A investigação buscava esclarecer se Malafaia teria contribuído para a prática de coação no curso do processo, por meio de sugestões de estratégias e apoio às iniciativas dos outros investigados. A Procuradoria concluiu que não havia elementos suficientes para comprovar a participação de Malafaia na suposta coação e pediu o arquivamento da investigação. Fiuza foi investigado por publicações nas redes sociais O jornalista foi investigado após publicações nas redes sociais que, segundo a apuração, continham notícias fraudulentas sobre a atuação do STF e de seus ministros. A investigação apurava duas possíveis condutas criminosas: incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Em relação à incitação ao crime, a última conduta investigada teria ocorrido em 17 de dezembro de 2022. Como o prazo prescricional aplicável era de três anos, Fachin reconheceu a prescrição e declarou extinta a punibilidade do jornalista nesse ponto. Já na investigação sobre possível abolição violenta do Estado Democrático de Direito, a PGR concluiu que as diligências não produziram elementos mínimos capazes de sustentar a acusação. + São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/stf-arquiva-investigacoes-ligadas-ao-inquerito-das-fake-news
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