Eleições 2026: 78% caem em fake news emocional, diz estudo
Pesquisa aponta que apelo aumenta a adesão a notícias falsas e amplia vulnerabilidade à desinformação.
SBT News
Uma notícia falsa, construída com forte apelo emocional e dados inventados, conseguiu convencer 78% dos entrevistados em um teste de credibilidade. O resultado faz parte de um levantamento do Laboratório de Inteligência sobre Narrativas e Algoritmos (LINA), do Instituto Oyá, realizado com 2 mil pessoas.
🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.
No experimento, os participantes tiveram contato com duas notícias sobre eventos climáticos extremos. Uma delas era falsa e comparava as enchentes no Rio Grande do Sul ao furacão Katrina, nos Estados Unidos. Mesmo sem apresentar dados reais, a narrativa foi considerada verdadeira por 78% dos entrevistados, impulsionada pelo tom sensacionalista e emocional.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Já a segunda notícia era verdadeira e apresentava informações técnicas e históricas sobre eventos hídricos extremos no Brasil, com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ainda assim, teve uma adesão menor: 69%.
“O resultado do experimento evidencia que a carga emocional e a capacidade de comoção das narrativas sobrepõem-se à evidência científica e à checagem de fatos, impondo um risco crítico para o ambiente informativo no ano eleitoral”, disseram os pesquisadores.
IA aumenta preocupação com desinformação
A pesquisa mostra ainda que a população já conhece os riscos associados ao uso da inteligência artificial para a produção de conteúdos falsos. Oito em cada dez brasileiros, ou 81%, afirmam saber que a tecnologia pode criar deepfakes — vídeos, imagens e áudios manipulados para simular pessoas reais.
Na avaliação dos pesquisadores, a combinação entre baixa confiança nas instituições brasileiras, avanço das ferramentas de inteligência artificial e maior capacidade de produzir narrativas emocionalmente persuasivas cria um ambiente de maior vulnerabilidade à desinformação.
Eleições 2026: 78% caem em fake news emocional, diz estudoPesquisa aponta que apelo aumenta a adesão a notícias falsas e amplia vulnerabilidade à desinformação.Política2026-10-06T07:38:00.000ZUma notícia falsa, construída com forte apelo emocional e dados inventados, conseguiu convencer 78% dos entrevistados em um teste de credibilidade. O resultado faz parte de um levantamento do Laboratório de Inteligência sobre Narrativas e Algoritmos (LINA), do Instituto Oyá, realizado com 2 mil pessoas. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . No experimento, os participantes tiveram contato com duas notícias sobre eventos climáticos extremos. Uma delas era falsa e comparava as enchentes no Rio Grande do Sul ao furacão Katrina, nos Estados Unidos. Mesmo sem apresentar dados reais, a narrativa foi considerada verdadeira por 78% dos entrevistados, impulsionada pelo tom sensacionalista e emocional. Já a segunda notícia era verdadeira e apresentava informações técnicas e históricas sobre eventos hídricos extremos no Brasil, com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ainda assim, teve uma adesão menor: 69%. “O resultado do experimento evidencia que a carga emocional e a capacidade de comoção das narrativas sobrepõem-se à evidência científica e à checagem de fatos, impondo um risco crítico para o ambiente informativo no ano eleitoral”, disseram os pesquisadores. IA aumenta preocupação com desinformação A pesquisa mostra ainda que a população já conhece os riscos associados ao uso da inteligência artificial para a produção de conteúdos falsos. Oito em cada dez brasileiros, ou 81%, afirmam saber que a tecnologia pode criar deepfakes — vídeos, imagens e áudios manipulados para simular pessoas reais. Na avaliação dos pesquisadores, a combinação entre baixa confiança nas instituições brasileiras, avanço das ferramentas de inteligência artificial e maior capacidade de produzir narrativas emocionalmente persuasivas cria um ambiente de maior vulnerabilidade à desinformação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/eleicoes-2026-78-caem-em-fake-news-emocional-diz-estudo
Flávio Bolsonaro somou 10 milhões de eleitores na região no primeiro turno; apesar do crescimento, PT mantém liderança histórica com 21 milhões para Lula