Nos EUA, Flávio pede adiamento do tarifaço até eleições
Senador e pré-candidato à Presidência afirmou que cenário político pode mudar em 90 dias e disse que sobretaxa fortaleceria governo Lula
Patrícia Vasconcellos, Emanuelle Menezes
07/07/2026, 15:21 • Atualizado em 07/07/2026, 16:34
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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência nos EUA | Fernando Pessoa/Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta terça-feira (7), durante audiência pública em Washington, nos Estados Unidos, o adiamento da tarifa de 25% proposta pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a medida deveria ser postergada até depois das eleições presidenciais de outubro.
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Em discurso em inglês ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Flávio afirmou que o cenário político brasileiro pode mudar rapidamente e argumentou que a imposição das tarifas neste momento teria efeito contrário.
"O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país poderá ser completamente diferente", disse.
O senador afirmou ainda que este é "o pior momento possível" para a adoção da medida e fez um apelo para que os Estados Unidos mantenham as negociações com o Brasil.
"Respeitosamente, faço apenas um pedido: não imponham tarifas ao Brasil. Preservem o êxito desta relação e permitam que negociemos", declarou.
Durante a audiência, Flávio também argumentou que as tarifas prejudicariam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e sustentou que as medidas adotadas anteriormente acabaram fortalecendo politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio diz que tarifa fortalece governo Lula
O senador afirmou na audiência que as tarifas impostas anteriormente pelo governo norte-americano não produziram os resultados esperados e acabaram sendo exploradas politicamente pelo governo brasileiro.
"Os dados de 2025 mostram que essas tarifas não produziram resultados para a economia americana. Em vez disso, elas foram exploradas politicamente pela atual administração brasileira", disse. "O governo que essas medidas pretendiam pressionar acabou se fortalecendo, enquanto o comércio do Brasil com a China e a Rússia atingiu um recorde de US$ 700 milhões, mais que o dobro dos US$ 82 milhões exportados para os Estados Unidos", completou.
Flávio também criticou o governo Lula ao abordar temas como corrupção e liberdade de expressão. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda saiu em defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. Para ele, o sistema ampliou a inclusão financeira e pode beneficiar empresas norte-americanas, em vez de representar uma prática comercial desleal.
Audiência faz parte de consulta pública
A audiência pública integra a consulta aberta pelo USTR antes da decisão sobre a tarifa adicional de 25% proposta para produtos brasileiros. O órgão norte-americano investiga práticas comerciais do Brasil em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual, combate à corrupção, mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Além de Flávio Bolsonaro, representantes da indústria brasileira, do agronegócio e de entidades empresariais também participam da sessão. A expectativa do governo brasileiro é que a decisão dos Estados Unidos sobre o tarifaço seja anunciada nos próximos dias, enquanto as negociações diplomáticas seguem em andamento.
Nos EUA, Flávio pede adiamento do tarifaço até eleiçõesSenador e pré-candidato à Presidência afirmou que cenário político pode mudar em 90 dias e disse que sobretaxa fortaleceria governo LulaMundo2026-07-07T15:21:32.066ZO senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta terça-feira (7), , o adiamento da tarifa de 25% proposta pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a medida deveria ser postergada até depois das eleições presidenciais de outubro. Em discurso em inglês ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Flávio afirmou que o cenário político brasileiro pode mudar rapidamente e argumentou que a imposição das tarifas neste momento teria efeito contrário. "O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país poderá ser completamente diferente", disse. O senador afirmou ainda que este é "o pior momento possível" para a adoção da medida e fez um apelo para que os Estados Unidos mantenham as negociações com o Brasil. "Respeitosamente, faço apenas um pedido: não imponham tarifas ao Brasil. Preservem o êxito desta relação e permitam que negociemos", declarou. Durante a audiência, Flávio também argumentou que as tarifas prejudicariam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e sustentou que as medidas adotadas anteriormente acabaram fortalecendo politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio diz que tarifa fortalece governo Lula O senador afirmou na audiência que as tarifas impostas anteriormente pelo governo norte-americano não produziram os resultados esperados e acabaram sendo exploradas politicamente pelo governo brasileiro. "Os dados de 2025 mostram que essas tarifas não produziram resultados para a economia americana. Em vez disso, elas foram exploradas politicamente pela atual administração brasileira", disse. "O governo que essas medidas pretendiam pressionar acabou se fortalecendo, enquanto o comércio do Brasil com a China e a Rússia atingiu um recorde de US$ 700 milhões, mais que o dobro dos US$ 82 milhões exportados para os Estados Unidos", completou. Flávio também criticou o governo Lula ao abordar temas como corrupção e liberdade de expressão. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda saiu em defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. Para ele, o sistema ampliou a inclusão financeira e pode beneficiar empresas norte-americanas, em vez de representar uma prática comercial desleal. Audiência faz parte de consulta pública A audiência pública integra a consulta aberta pelo USTR antes da decisão sobre a tarifa adicional de 25% proposta para produtos brasileiros. O órgão norte-americano investiga práticas comerciais do Brasil em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual, combate à corrupção, mercado de etanol e desmatamento ilegal. Além de Flávio Bolsonaro, representantes da indústria brasileira, do agronegócio e de entidades empresariais também participam da sessão. A expectativa do governo brasileiro é que a decisão dos Estados Unidos sobre o tarifaço seja anunciada nos próximos dias, enquanto as negociações diplomáticas seguem em andamento.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/nos-eua-flavio-pede-adiamento-do-tarifaco-ate-eleicoes