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PT é ‘Partido das Taxas’, diz Flávio após audiência nos EUA

Senador publicou vídeo depois de argumentar ao USTR que tarifaço beneficia Lula; pedido é para que decisão de Trump fique para depois das eleições

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Anotação na mão do senador Flávio Bolsonaro mostra o texto "PT: Tax Party" | Reprodução

Anotação na mão do senador Flávio Bolsonaro mostra o texto "PT: Tax Party" | Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou vídeo nesta terça-feira (7) depois de pedir em audiência nos Estados Unidos que a Casa Branca adie a aplicação do tarifaço sobre produtos brasileiros para depois das eleições. Flávio mostrou uma anotação feita a caneta na mão, emulando uma prática comum de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O texto dizia que o PT era o “Tax Party”, ou o “Partido das Taxas".

Segundo Flávio, o argumento apresentado ao governo americano foi de que o verdadeiro beneficiário da tarifa é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que explorará na busca pela reeleição. Além do senador, também falaram na sessão desta terça empresários e advogados brasileiros interessados em convencer o USRT (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, na sigla em inglês) a recuar e desistir de sobretaxar o Brasil em 25%.

O governo brasileiro, por sua vez, enviou representantes da Embaixada nos EUA como observadores, mas não participou diretamente da audiência. A atitude foi criticada por Flávio.

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“E gente, é impressionante como é que tinha todo mundo lá, os defensores das empresas, os produtos brasileiros, advogados, empresários, mas não tinha ninguém, nenhumzinho do governo Lula escalado para fazer a defesa nessa espécie de tribunal, que é quem vai sugerir ou não que as tarifas sejam aplicadas ao presidente dos Estados Unidos", afirmou.

A decisão final sobre a aplicação das tarifas está prevista para ser anunciada em 15 de julho. O USTR acusa o Brasil de práticas desleais no comércio. Os elementos incluem o sistema de pagamentos Pix, abertura à pirataria, uso de materiais provenientes de desmatamento ilegal e acordos comerciais desbalanceados no âmbito do Mercosul.

Em carta enviada ao governo americano na última semana, Flávio sugeriu que, caso eleito, faria um esforço para retirar o Brasil do Mercosul e se comprometeria a não levar o Pix para outros países, de forma a não competir com bandeiras de cartão de crédito americanas.

“Fiz ali a minha parte. Tô muito feliz, muito satisfeito com o resultado da defesa que a gente fez. Vamos continuar lutando pelo nosso Brasil. Tô aqui fazendo a minha parte, mesmo sem ser o presidente da República do Brasil ainda", finalizou o senador no vídeo.

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