Bancada do agro rejeita fim de projeto de dívidas rurais
Fazenda oferece medida provisória ao setor, mas reunião termina sem acordo; FPA quer manter projeto do Senado como base
Caio Barcellos
07/07/2026, 16:33 • Atualizado em 07/07/2026, 16:35
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Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR) | Reprodução
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), afirmou nesta terça-feira (7) que a bancada ruralista não aceita encerrar a tramitação do projeto de renegociação das dívidas rurais aprovado pelo Senado.
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A declaração foi dada depois de reunião no Ministério da Fazenda com integrantes da equipe econômica. O encontro discutiu alternativas ao Projeto de Lei (PL) 5.122 de 2023, que trata da renegociação de débitos de produtores rurais.
“Nós não aceitamos o fim do projeto do Senado, nós não acordamos com o fim do projeto do Senado”, disse Lupion.
Segundo o deputado, a Fazenda apresentou uma série de alternativas ao texto, incluindo a possibilidade de edição de uma medida provisória. A proposta ainda será analisada pela bancada ruralista e por técnicos ligados ao setor.
Lupion afirmou que não há acordo fechado para substituir o projeto aprovado no Senado. Segundo ele, a FPA seguirá usando o texto como base das negociações com o governo.
A discussão envolve pontos como o limite das operações, os critérios de enquadramento dos produtores, os juros da linha de renegociação, os prazos, a carência e o custo da equalização.
O projeto entrou no radar da equipe econômica como uma das chamadas “pautas-bomba”, termo usado para propostas que aumentam despesas ou reduzem receitas sem compensação. O governo tenta reduzir o impacto fiscal da proposta. A Fazenda estima que o texto aprovado pelo Senado pode custar até R$ 140 bilhões em 13 anos. A FPA contesta o cálculo e afirma que a despesa seria consideravelmente menor, de até R$ 5 bilhões.
Lupion disse que a bancada seguirá apresentando seus próprios números e questionando as estimativas da equipe econômica. Segundo ele, a negociação busca uma saída intermediária para reduzir resistências do governo sem abandonar a proposta defendida pelo agro.
“Nós vamos tentar chegar ao meio termo disso, se for com medida provisória, se for com projeto de lei ou se a gente conseguir chegar a algum outro tipo de acordo”, afirmou.
O PL 5.122 já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado. Como o texto foi alterado pelos senadores, voltou para nova análise dos deputados.
Para Lupion, essa etapa limita as possibilidades de mudança na Câmara, que poderá aprovar o texto do Senado ou retomar a versão aprovada originalmente pelos deputados.
Bancada do agro rejeita fim de projeto de dívidas ruraisFazenda oferece medida provisória ao setor, mas reunião termina sem acordo; FPA quer manter projeto do Senado como baseEconomia2026-07-07T16:33:17.315ZO presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), afirmou nesta terça-feira (7) que a bancada ruralista não aceita encerrar a tramitação do projeto de renegociação das dívidas rurais aprovado pelo Senado. A declaração foi dada depois de reunião no Ministério da Fazenda com integrantes da equipe econômica. O encontro discutiu alternativas ao Projeto de Lei (PL) 5.122 de 2023, que trata da renegociação de débitos de produtores rurais. “Nós não aceitamos o fim do projeto do Senado, nós não acordamos com o fim do projeto do Senado”, disse Lupion. Segundo o deputado, a Fazenda apresentou uma série de alternativas ao texto, incluindo a possibilidade de edição de uma medida provisória. A proposta ainda será analisada pela bancada ruralista e por técnicos ligados ao setor. Lupion afirmou que não há acordo fechado para substituir o projeto aprovado no Senado. Segundo ele, a FPA seguirá usando o texto como base das negociações com o governo. A discussão envolve pontos como o limite das operações, os critérios de enquadramento dos produtores, os juros da linha de renegociação, os prazos, a carência e o custo da equalização. O projeto entrou no radar da equipe econômica como uma das chamadas “pautas-bomba”, termo usado para propostas que aumentam despesas ou reduzem receitas sem compensação. O governo tenta reduzir o impacto fiscal da proposta. A Fazenda estima que o texto aprovado pelo Senado pode custar até R$ 140 bilhões em 13 anos. A FPA contesta o cálculo e afirma que a despesa seria consideravelmente menor, de até R$ 5 bilhões. Lupion disse que a bancada seguirá apresentando seus próprios números e questionando as estimativas da equipe econômica. Segundo ele, a negociação busca uma saída intermediária para reduzir resistências do governo sem abandonar a proposta defendida pelo agro. “Nós vamos tentar chegar ao meio termo disso, se for com medida provisória, se for com projeto de lei ou se a gente conseguir chegar a algum outro tipo de acordo”, afirmou. O PL 5.122 já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado. Como o texto foi alterado pelos senadores, voltou para nova análise dos deputados. Para Lupion, essa etapa limita as possibilidades de mudança na Câmara, que poderá aprovar o texto do Senado ou retomar a versão aprovada originalmente pelos deputados. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/bancada-do-agro-rejeita-fim-de-projeto-de-dividas-rurais