Política

PL pede apuração sobre suposta rede de perfis contra Flávio

Rogério Marinho disse ter identificado possível esquema milionário para o impulsionamento de ataques contra a oposição com uso de contas falsas

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Victor Schneider
Senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado

Senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) liderou nesta segunda-feira (20) uma comitiva da oposição que esteve durante a tarde com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, para pedir uma investigação contra o que alega ser uma rede de perfis criada para atacar nomes da direita, como o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

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Conforme Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, uma investigação preliminar teria identificado um esquema articulado de ataques nas redes impulsionado por perfis de dentro e fora do país. O balanço encontrou, segundo o senador, indícios de que essa organização teria movimentado mais de R$ 20 milhões com o uso de pelo menos 20 mil contas falsas, com alcance estimado em 270 milhões de pessoas. Os pagamentos teriam sido feito em reais, dólares e pesos colombianos.

“Nós não conseguimos certificar a totalidade do universo dessa fraude que está sendo montada contra a direita no brasil, até pela rapidez com que se movimentam nas redes sociais, e por isso viemos pedir o auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e nós possamos identificar quem são aqueles que estão financiando esse atentado à democracia", disse Marinho em coletiva a jornalistas após o encontro no TSE.

A representação foi estruturada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, ex-ministra da Corte Eleitoral que já esteve na defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e agora atua como coordenadora jurídica da pré-campanha de Flávio.

Bucchianeri disse ter encontrado a anomalia “por acidente” em fevereiro ao vasculhar dados sobre o pagamento de publicações na Meta, controladora do Facebook e do Instagram. A equipe teria notado perfis com poucos seguidores contratando impulsionamentos de até R$ 200 mil, o que levantou o alerta de possível esquema em massa de fraude digital para as eleições.

“Aquilo que em 2022 a gente chamava de milícia digital virou menor infrator perto dessa estrutura", ironizou Bucchianeri, em referência ao inquérito aberto em 2019 para apurar a rede de ataques contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e alvo frequente de críticas da oposição pelos constantes renovações de prazo nas mãos do relator Alexandre de Moraes.

O esquema seria de difícil rastreio por usar CPFs frios – ou seja, falsos ou de laranjas – para as postagens impulsionadas, com as contas suspeitas sendo apagadas depois e dando origem a novas com traços semelhantes. Um dos identificados pela oposição foi o DDD 41, do Paraná. “Os perfis nascem, impulsionam, e logo depois desaparecem", resumiu.

O relatório protocolado no TSE, conforme a oposição, traz dados detalhados sobre datas de início e fim das contas, tipo de contratação, preço pago e conteúdo veiculado, com gráficos demonstrando o encadeamento da ação.

Marinho disse ter recebido de Nunes Marques o compromisso de dar encaminhamento ao pedido, embora não tenha deixado claro se a responsabilidade recairá sobre o Ministério Público Eleitoral ou a Polícia Federal. Já Bucchianeri não descartou avançar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) após o término do registro de candidaturas, em 5 de agosto.

Uma condenação na Aije pode gerar cassação do registro de candidatura, do diploma ou mesmo a inelegibilidade.

Sem definição de vice

Rogério Marinho também indicou que a convenção nacional do PL no sábado (25), em São Paulo, não deverá anunciar ainda o nome para compor como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A favorita é a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, embora haja resistência no PL pelo entendimento de que a economista, embora mulher, não traga votos e nem apoio político de outros partidos.

“A princípio não será anunciado. Nós temos até o dia 5 de agosto. Estamos conversando com outros partidos, e evidente que essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro de qual vai ser nossa política de alianças, nossa composição partidária", afirmou.

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