PL pede apuração sobre suposta rede de perfis contra Flávio
Rogério Marinho disse ter identificado possível esquema milionário para o impulsionamento de ataques contra a oposição com uso de contas falsas
Victor Schneider
Senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado
O senador Rogério Marinho (PL-RN) liderou nesta segunda-feira (20) uma comitiva da oposição que esteve durante a tarde com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, para pedir uma investigação contra o que alega ser uma rede de perfis criada para atacar nomes da direita, como o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Conforme Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, uma investigação preliminar teria identificado um esquema articulado de ataques nas redes impulsionado por perfis de dentro e fora do país. O balanço encontrou, segundo o senador, indícios de que essa organização teria movimentado mais de R$ 20 milhões com o uso de pelo menos 20 mil contas falsas, com alcance estimado em 270 milhões de pessoas. Os pagamentos teriam sido feito em reais, dólares e pesos colombianos.
“Nós não conseguimos certificar a totalidade do universo dessa fraude que está sendo montada contra a direita no brasil, até pela rapidez com que se movimentam nas redes sociais, e por isso viemos pedir o auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e nós possamos identificar quem são aqueles que estão financiando esse atentado à democracia", disse Marinho em coletiva a jornalistas após o encontro no TSE.
A representação foi estruturada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, ex-ministra da Corte Eleitoral que já esteve na defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e agora atua como coordenadora jurídica da pré-campanha de Flávio.
Bucchianeri disse ter encontrado a anomalia “por acidente” em fevereiro ao vasculhar dados sobre o pagamento de publicações na Meta, controladora do Facebook e do Instagram. A equipe teria notado perfis com poucos seguidores contratando impulsionamentos de até R$ 200 mil, o que levantou o alerta de possível esquema em massa de fraude digital para as eleições.
“Aquilo que em 2022 a gente chamava de milícia digital virou menor infrator perto dessa estrutura", ironizou Bucchianeri, em referência ao inquérito aberto em 2019 para apurar a rede de ataques contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e alvo frequente de críticas da oposição pelos constantes renovações de prazo nas mãos do relator Alexandre de Moraes.
O esquema seria de difícil rastreio por usar CPFs frios – ou seja, falsos ou de laranjas – para as postagens impulsionadas, com as contas suspeitas sendo apagadas depois e dando origem a novas com traços semelhantes. Um dos identificados pela oposição foi o DDD 41, do Paraná. “Os perfis nascem, impulsionam, e logo depois desaparecem", resumiu.
O relatório protocolado no TSE, conforme a oposição, traz dados detalhados sobre datas de início e fim das contas, tipo de contratação, preço pago e conteúdo veiculado, com gráficos demonstrando o encadeamento da ação.
Marinho disse ter recebido de Nunes Marques o compromisso de dar encaminhamento ao pedido, embora não tenha deixado claro se a responsabilidade recairá sobre o Ministério Público Eleitoral ou a Polícia Federal. Já Bucchianeri não descartou avançar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) após o término do registro de candidaturas, em 5 de agosto.
Uma condenação na Aije pode gerar cassação do registro de candidatura, do diploma ou mesmo a inelegibilidade.
Sem definição de vice
Rogério Marinho também indicou que a convenção nacional do PL no sábado (25), em São Paulo, não deverá anunciar ainda o nome para compor como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A favorita é a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, embora haja resistência no PL pelo entendimento de que a economista, embora mulher, não traga votos e nem apoio político de outros partidos.
“A princípio não será anunciado. Nós temos até o dia 5 de agosto. Estamos conversando com outros partidos, e evidente que essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro de qual vai ser nossa política de alianças, nossa composição partidária", afirmou.
PL pede apuração sobre suposta rede de perfis contra FlávioRogério Marinho disse ter identificado possível esquema milionário para o impulsionamento de ataques contra a oposição com uso de contas falsas Política2026-07-20T22:01:59.808ZO senador Rogério Marinho (PL-RN) liderou nesta segunda-feira (20) uma comitiva da oposição que esteve durante a tarde com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, para pedir uma investigação contra o que alega ser uma rede de perfis criada para atacar nomes da direita, como o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Conforme Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, uma investigação preliminar teria identificado um esquema articulado de ataques nas redes impulsionado por perfis de dentro e fora do país. O balanço encontrou, segundo o senador, indícios de que essa organização teria movimentado mais de R$ 20 milhões com o uso de pelo menos 20 mil contas falsas, com alcance estimado em 270 milhões de pessoas. Os pagamentos teriam sido feito em reais, dólares e pesos colombianos. “Nós não conseguimos certificar a totalidade do universo dessa fraude que está sendo montada contra a direita no brasil, até pela rapidez com que se movimentam nas redes sociais, e por isso viemos pedir o auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e nós possamos identificar quem são aqueles que estão financiando esse atentado à democracia", disse Marinho em coletiva a jornalistas após o encontro no TSE. A representação foi estruturada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, ex-ministra da Corte Eleitoral que já esteve na defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e agora atua como coordenadora jurídica da pré-campanha de Flávio. Bucchianeri disse ter encontrado a anomalia “por acidente” em fevereiro ao vasculhar dados sobre o pagamento de publicações na Meta, controladora do Facebook e do Instagram. A equipe teria notado perfis com poucos seguidores contratando impulsionamentos de até R$ 200 mil, o que levantou o alerta de possível esquema em massa de fraude digital para as eleições. “Aquilo que em 2022 a gente chamava de milícia digital virou menor infrator perto dessa estrutura", ironizou Bucchianeri, em referência ao inquérito aberto em 2019 para apurar a rede de ataques contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e alvo frequente de críticas da oposição pelos constantes renovações de prazo nas mãos do relator Alexandre de Moraes. O esquema seria de difícil rastreio por usar CPFs frios – ou seja, falsos ou de laranjas – para as postagens impulsionadas, com as contas suspeitas sendo apagadas depois e dando origem a novas com traços semelhantes. Um dos identificados pela oposição foi o DDD 41, do Paraná. “Os perfis nascem, impulsionam, e logo depois desaparecem", resumiu. O relatório protocolado no TSE, conforme a oposição, traz dados detalhados sobre datas de início e fim das contas, tipo de contratação, preço pago e conteúdo veiculado, com gráficos demonstrando o encadeamento da ação. Marinho disse ter recebido de Nunes Marques o compromisso de dar encaminhamento ao pedido, embora não tenha deixado claro se a responsabilidade recairá sobre o Ministério Público Eleitoral ou a Polícia Federal. Já Bucchianeri não descartou avançar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) após o término do registro de candidaturas, em 5 de agosto. Uma condenação na Aije pode gerar cassação do registro de candidatura, do diploma ou mesmo a inelegibilidade. Sem definição de vice Rogério Marinho também indicou que a convenção nacional do PL no sábado (25), em São Paulo, não deverá anunciar ainda o nome para compor como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A favorita é a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, embora haja resistência no PL pelo entendimento de que a economista, embora mulher, não traga votos e nem apoio político de outros partidos. “A princípio não será anunciado. Nós temos até o dia 5 de agosto. Estamos conversando com outros partidos, e evidente que essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro de qual vai ser nossa política de alianças, nossa composição partidária", afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pl-pede-apuracao-sobre-suposta-rede-de-perfis-contra-flavio