Política

PM admite a Moraes que não faz vistoria em carros do GSI

Após apreensão de uma arma de Bolsonaro em blitz, PMDF explica a Moraes que não faz vistoria em veículos do GSI que chegam ao condomínio do ex-presidente

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Basília Rodrigues
O ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF | Divulgação/Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF | Divulgação/Ton Molina/STF

A Polícia Militar do Distrito Federal admitiu em manifestação para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que não realiza vistoria dos carros usados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de agentes que entram na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar.

O questionamento partiu do próprio Moraes, após um sargento do GSI, flagrado em blitz de trânsito, dizer que portava arma que pertencia ao ex-presidente. De acordo com o militar, ele faria manutenção da arma para depois devolvê-la ao dono.

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No pedido de informações, Moraes destaca que há uma ordem judicial de revista de carros que saem do condomínio.

Porém, na resposta, a PM explica que os carros do GSI não entram na garagem da residência e, por isso, não são objeto de fiscalização. Isso permite que um agente do GSI entre e saia do local sem ter o veículo revistado porque estacionou na rua.

“Quanto aos veículos utilizados pelos agentes do Gabinete de Segurança Institucional - GSI, estes não adentram a garagem ou área interna da residência permanecendo estacionados em via pública durante a execução do serviço, razão pela qual não são submetidos a vistorias, como ocorre com os veículos que ingressam ou saem da residência do custodiado”, afirma o coronel Cláudio José de Barros, diretor do Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), que assina a manifestação ao STF.

Quando ocorrem em carros que entram no condomínio, de acordo a PM, as inspeções são feitas em espaços fechados, como nos porta malas dos veículos, e “compreendem a verificação de volumes, mochilas, bolsas e demais objetos transportados bem como o registro dos dados pertinentes à movimentação, incluindo horário, identificação do veículo, placa, condutor, passageiros e finalidade do deslocamento”.

A PM ressalta que tem cumprido integralmente a ordem de Moraes de não permitir a entrada de celulares ou outros aparelhos eletrônicos dos visitantes em geral. “Informa-se que os aparelhos celulares utilizados pelos agentes do GSI ficam em depósito com a Polícia Militar”.

Com base nessas informações, e também na resposta da defesa de Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes poderá decidir se torna as regras de entrada e saída de visitantes do local mais rígidas.

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