Eleições

Desafio do sigilo de Flávio é estratégia de game na política

"Tropas" de seguidores dos dois lados tornam disputa eleitoral uma espécie de jogo, com desafios e missões para os participantes

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Basília Rodrigues
Flávio Bolsonaro e Lula em debate da Band TV | Reprodução

Flávio Bolsonaro e Lula em debate da Band TV | Reprodução

Desafios, apostas, missões e tropas invadiram a reta final da disputa pela Presidência da República. Essa estratégia mistura dinâmicas próprias de um jogo, no sentido literal da palavra, com política. Exemplo maior disso, nesta semana, é o desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o candidato Flávio Bolsonaro (PL) quebrar os sigilos.

A campanha de Lula, como o SBT News antecipou, formalizou o embate na justiça eleitoral usando mesmo o nome de “desafio” e dizendo que o presidente mostra os sigilos “desde que” Flávio faça o mesmo.

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A “gamificação” da política, a lógica dos games, faz com que um discurso, uma ideia, uma promessa estimulem comportamento de torcida entre as pessoas. Na marcação no campo eleitoral, o jogo é de mata mata. Dois candidatos, dois times e mil estratégias para fazer com que esse interesse de ganhar mobilize eleitores a irem às urnas, no próximo domingo (25).

O canal de WhatsApp Tropa do Flávio, com 2 milhões de seguidores, lançou hoje uma “missão tropa até sexta”, com instrução sobre como postar conteúdo da campanha. No canal Exército do Lula, com mais de 5 milhões de adeptos, tem ação, missão, desafio e até coro de torcida toda hora.

Os candidatos viram jogadores e, consequentemente, seus apoiadores fazem parte de um time. Ainda que existam muitas analogias que aproximem política de disputas esportivas, a questão não é apenas da linguagem. Mas o próprio método de engajar o eleitorado, ampliado pelas redes sociais.

Não é mais apenas sobre ouvir o candidato, acompanhar a agenda de campanha, assistir ao debate eleitoral, mas saber qual é a cartada do dia, prever o movimento do adversário, fazer tarefas como espalhar ideias na internet, brincar que virou o “craque do jogo”, até chegar à recompensa no fim.

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