Nikolas diz que foi censurado, mas Meta cita direito autoral
Deputado do PL reclamou de problemas no Instagram e sugeriu silenciamento de vídeo; Meta afirma que retirada ocorreu após solicitação sobre uso de música
Emanuelle Menezes
Nikolas Ferreira | Reprodução
A Meta retirou o áudio de um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após receber uma solicitação relacionada a direitos autorais. Nesta terça-feira (20), o parlamentar reclamou de problemas no compartilhamento do conteúdo no Instagram e sugeriu que estaria sendo "silenciado".
Segundo Nikolas, apoiadores relataram que o vídeo aparecia com a tela preta ao ser compartilhado nos stories da rede social. Posteriormente, o áudio da publicação ficou indisponível, acompanhado da mensagem: "Esta música está temporariamente indisponível".
Procurada, a Meta esclareceu que a retirada do áudio ocorreu por uma questão de direitos autorais envolvendo uma música usada no vídeo, e não por uma decisão de restringir o conteúdo político do deputado.
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"O áudio da publicação foi indisponibilizado em razão de uma solicitação de direitos autorais sobre a música utilizada", informou a empresa.
O vídeo utiliza, logo na abertura, um trecho da música "Grão de Areia", do cantor Rubel. Nikolas disse que o pedido para retirar o áudio teria partido do próprio artista, mas não apresentou provas.
A equipe do cantor foi procurada pelo SBT News, que aguarda retorno.
Nikolas reclama de problemas no Instagram
Em uma publicação nas redes sociais, Nikolas pediu que os seguidores continuassem compartilhando o vídeo, apesar dos problemas relatados.
"E a tal da Meta que me ajuda aí, olha como está ficando os meus stories e os stories de todo mundo que está tentando compartilhar. Independentemente disso, compartilha, joga nos stories, porque basta você clicar em assistir story completo que vai para os stories. Fazer o quê? É a luta que a gente enfrenta", afirmou.
Em seguida, o parlamentar declarou: "Não silenciaram o Nikolas, silenciaram os nordestinos".
A manifestação do deputado ocorre em meio a questionamentos sobre o funcionamento dos algoritmos da Meta durante a campanha presidencial.
Estudo aponta alcance atípico de vídeos de Nikolas
A referência do deputado à Meta ocorre após a divulgação de um levantamento do Sleeping Giants Brasil que identificou diferenças expressivas entre o alcance dos vídeos de Nikolas Ferreira e o de outros perfis no Instagram.
O estudo analisou os dez Reels mais recentes de 30 contas, totalizando 300 vídeos, com dados coletados em 11 de outubro. Foram comparados perfis de parlamentares, celebridades brasileiras e personalidades internacionais.
Nikolas registrou uma mediana de 38,25 milhões de visualizações por vídeo, equivalente a 166,3% de sua base de 23 milhões de seguidores na ocasião.
No indicador de visualizações por seguidor, o resultado foi 17,2 vezes o registrado pelos outros nove parlamentares analisados, 29,3 vezes o dos dez grandes perfis brasileiros e 33,7 vezes o dos dez perfis globais selecionados.
Todos os dez vídeos de Nikolas ultrapassaram o número de seguidores de sua conta. Dos 300 vídeos analisados, apenas 24 superaram a base de seguidores dos respectivos perfis, sendo dez deles do deputado.
Em números absolutos, as dez publicações de Nikolas somaram 410,5 milhões de visualizações. Já os 90 vídeos dos outros nove parlamentares alcançaram, juntos, 141,4 milhões, apesar de essas contas reunirem aproximadamente 1,6 vez mais seguidores.
Os dados apontam um padrão atípico de distribuição na amostra analisada, mas não permitem concluir que o algoritmo da Meta tenha favorecido Nikolas Ferreira.
Meta é alvo de questionamentos
A atuação da Meta durante a campanha presidencial também passou a ser questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
A equipe de Lula acusou a empresa de restringir o alcance de publicações, dificultar a criação de imagens pela ferramenta de inteligência artificial Meta AI e favorecer conteúdos relacionados a Flávio por meio de uma suposta "seletividade algorítmica".
A campanha petista também alegou que sua conta de anúncios havia sido temporariamente desabilitada e questionou a atuação da empresa diante de perfis automatizados e conteúdos sintéticos.
Nikolas diz que foi censurado, mas Meta cita direito autoralDeputado do PL reclamou de problemas no Instagram e sugeriu silenciamento de vídeo; Meta afirma que retirada ocorreu após solicitação sobre uso de músicaEleições2026-10-20T22:10:14.106ZA Meta retirou o áudio de um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após receber uma solicitação relacionada a direitos autorais. Nesta terça-feira (20), o parlamentar reclamou de problemas no compartilhamento do conteúdo no Instagram e sugeriu que estaria sendo "silenciado". Segundo Nikolas, apoiadores relataram que o vídeo aparecia com a tela preta ao ser compartilhado nos stories da rede social. Posteriormente, o áudio da publicação ficou indisponível, acompanhado da mensagem: "Esta música está temporariamente indisponível". Procurada, a Meta esclareceu que a retirada do áudio ocorreu por uma questão de direitos autorais envolvendo uma música usada no vídeo, e não por uma decisão de restringir o conteúdo político do deputado. "O áudio da publicação foi indisponibilizado em razão de uma solicitação de direitos autorais sobre a música utilizada", informou a empresa. O vídeo utiliza, logo na abertura, um trecho da música "Grão de Areia", do cantor Rubel. Nikolas disse que o pedido para retirar o áudio teria partido do próprio artista, mas não apresentou provas. A equipe do cantor foi procurada pelo SBT News, que aguarda retorno. Nikolas reclama de problemas no Instagram Em uma publicação nas redes sociais, Nikolas pediu que os seguidores continuassem compartilhando o vídeo, apesar dos problemas relatados. "E a tal da Meta que me ajuda aí, olha como está ficando os meus stories e os stories de todo mundo que está tentando compartilhar. Independentemente disso, compartilha, joga nos stories, porque basta você clicar em assistir story completo que vai para os stories. Fazer o quê? É a luta que a gente enfrenta", afirmou. Em seguida, o parlamentar declarou: "Não silenciaram o Nikolas, silenciaram os nordestinos". A manifestação do deputado ocorre em meio a questionamentos sobre o funcionamento dos algoritmos da Meta durante a campanha presidencial. Estudo aponta alcance atípico de vídeos de Nikolas A referência do deputado à Meta ocorre após a divulgação de um levantamento do Sleeping Giants Brasil que identificou diferenças expressivas entre o alcance dos vídeos de Nikolas Ferreira e o de outros perfis no Instagram. O estudo analisou os dez Reels mais recentes de 30 contas, totalizando 300 vídeos, com dados coletados em 11 de outubro. Foram comparados perfis de parlamentares, celebridades brasileiras e personalidades internacionais. Nikolas registrou uma mediana de 38,25 milhões de visualizações por vídeo, equivalente a 166,3% de sua base de 23 milhões de seguidores na ocasião. No indicador de visualizações por seguidor, o resultado foi 17,2 vezes o registrado pelos outros nove parlamentares analisados, 29,3 vezes o dos dez grandes perfis brasileiros e 33,7 vezes o dos dez perfis globais selecionados. Todos os dez vídeos de Nikolas ultrapassaram o número de seguidores de sua conta. Dos 300 vídeos analisados, apenas 24 superaram a base de seguidores dos respectivos perfis, sendo dez deles do deputado. Em números absolutos, as dez publicações de Nikolas somaram 410,5 milhões de visualizações. Já os 90 vídeos dos outros nove parlamentares alcançaram, juntos, 141,4 milhões, apesar de essas contas reunirem aproximadamente 1,6 vez mais seguidores. Os dados apontam um padrão atípico de distribuição na amostra analisada, mas não permitem concluir que o algoritmo da Meta tenha favorecido Nikolas Ferreira. Meta é alvo de questionamentos A também passou a ser questionada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). A equipe de Lula acusou a empresa de restringir o alcance de publicações, dificultar a criação de imagens pela ferramenta de inteligência artificial Meta AI e favorecer conteúdos relacionados a Flávio por meio de uma suposta "seletividade algorítmica". Na quinta-feira (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a dos dois candidatos. A decisão foi tomada pelo ministro Marco Aurélo Bellizze após a circulação de publicações mostrando que a , mas recusava pedidos semelhantes com a expressão "Lula 13". A campanha petista também alegou que sua conta de anúncios havia sido temporariamente desabilitada e questionou a atuação da empresa diante de perfis automatizados e conteúdos sintéticos. Em resposta encaminhada ao TSE na segunda-feira (19), a ou atuado para interferir nas eleições presidenciais.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/nikolas-diz-que-foi-censurado-mas-meta-cita-direito-autoral
Bruno Moretti, do Planejamento, afirma que correção de 15% foi viabilizada por sobra de recursos no Orçamento, nega viés eleitoreiro e violação de regras