PL insistirá em PEC por hora trabalhada em 2027, diz líder
Sóstenes Cavalcante afirma que proposta que prevê pagamento de acordo com número de horas trabalhadas será prioridade no próximo ano

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) | Divulgação/Kayo Magalhães/Câmara
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou à Coluna que o partido vai insistir, em 2027, na aprovação da PEC que prevê remuneração por hora trabalhada. A declaração veio após confirmação do Senado pelo fim da escala 6x1. De acordo com o deputado, o partido - que saiu das urnas o maior da Câmara e do Senado - vai defender a aprovação do novo texto como prioridade, qualquer que seja o resultado das eleições presidenciais.
“Todo benefício aos trabalhadores, o PL estará favorável. Mas entendemos que esse avanço não é a solução para o trabalhador brasileiro. Queremos legislação moderna equiparada ao mundo moderno, dar opção de horas trabalhadas e recebidas; opção também ao trabalhador, se quiser continuar CLT, ele que decide”, afirmou ao SBT News.
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A PEC que estabelece remuneração por horas trabalhadas é de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), mas não foi acolhida pelo comando do Senado, nem pela maioria dos senadores da atual formação. Para o líder na Câmara, no próximo ano, com Congresso novo, o texto pode ter mais chances de aprovação. Para ele, a proposta não acaba com a carteira assinada, o chamado CLT, mas amplia as formas de contratação.
“Se quiser trabalhar 3 vezes por semana, 10 horas por dia, ganha pelas horas trabalhadas. Quer trabalhar mais do que isso, é uma decisão do trabalhador. E se quiser CLT, é uma opção. Isso atenderá tanto o trabalhador quanto o empregador no mundo moderno”, disse.
“O que votamos hoje foi oportunismo eleitoral do PT. Temos que dar o crédito à Erika Hilton (PSOL) porque se dependesse do Lula nem seria votado”, concluiu.

























