Defesa de Bolsonaro admite arma e diz que estava inoperante
Em resposta ao ministro Alexandre de Moraes, advogados dizem que arma era regular e que retirada de peça a tornou inoperante; STF pediu explicações
José Matheus Santos, Vicklin Moraes
Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro | REUTERS/ Diego Herculano
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quarta-feira (17), em ofício apresentado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não houve qualquer irregularidade no fato de uma pistola, que está em nome de Bolsonaro, ter sido apreendida no início da semana com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), durante uma blitz da Lei Seca, no Distrito Federal. De acordo com a defesa do ex-presidente, o armamento estava devidamente registrado e não houve determinação judicial para entrega das armas dele à Justiça, mesmo após a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
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Parado numa blitz da Lei Seca nesta segunda-feira (15), em Taguatinga (DF), o sargento Estácio Leite da Silva Filho explicou que a arma que carregava consigo, no carro fiscalizado, estava sem a respectiva documentação de posse no local, mas é de propriedade de Bolsonaro.
O Supremo exigiu explicações da defesa do ex-presidente depois que as informações do boletim de ocorrência chegaram ao conhecimento do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que condenou Bolsonaro. Moraes pediu, por exemplo, que a defesa esclarecesse por que o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente, e por que solicitou reparo no armamento às vésperas do fim do prazo de 90 dias de prisão domiciliar humanitária.
Em resposta ao STF, os advogados de Bolsonaro explicaram que a equipe de segurança do ex-presidente retirou o percussor do armamento, sem o conhecimento prévio de Bolsonaro, como medida de precaução em razão de efeitos colaterais de medicações psiquiátricas que poderiam afetar sua cognição. Ainda de acordo com a defesa, a ausência da peça impede o funcionamento do sistema de disparo da arma, tornando inviável o engatilhamento. O problema teria sido percebido por Bolsonaro ao manusear o equipamento. Sem identificar a causa, o ex-presidente teria entregue a pistola ao sargento, que possui experiência com armamentos, para verificar a falha.
Defesa de Bolsonaro admite arma e diz que estava inoperanteEm resposta ao ministro Alexandre de Moraes, advogados dizem que arma era regular e que retirada de peça a tornou inoperante; STF pediu explicaçõesPolítica2026-06-17T19:02:30.257ZA defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quarta-feira (17), em ofício apresentado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não houve qualquer irregularidade no fato de uma pistola, que está em nome de Bolsonaro, ter sido apreendida no início da semana com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), durante uma blitz da Lei Seca, no Distrito Federal. De acordo com a defesa do ex-presidente, o armamento estava devidamente registrado e não houve determinação judicial para entrega das armas dele à Justiça, mesmo após a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. nesta segunda-feira (15), em Taguatinga (DF), o sargento Estácio Leite da Silva Filho explicou que a arma que carregava consigo, no carro fiscalizado, estava sem a respectiva documentação de posse no local, mas é de propriedade de Bolsonaro. O depois que as informações do boletim de ocorrência chegaram ao conhecimento do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que condenou Bolsonaro. Moraes pediu, por exemplo, que a defesa esclarecesse por que o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente, e por que solicitou reparo no armamento às vésperas do fim do prazo de 90 dias de prisão domiciliar humanitária. Em resposta ao STF, os advogados de Bolsonaro explicaram que a equipe de segurança do ex-presidente retirou o percussor do armamento, sem o conhecimento prévio de Bolsonaro, como medida de precaução em razão de efeitos colaterais de medicações psiquiátricas que poderiam afetar sua cognição. Ainda de acordo com a defesa, a ausência da peça impede o funcionamento do sistema de disparo da arma, tornando inviável o engatilhamento. O problema teria sido percebido por Bolsonaro ao manusear o equipamento. Sem identificar a causa, o ex-presidente teria entregue a pistola ao sargento, que possui experiência com armamentos, para verificar a falha. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/defesa-admite-arma-de-bolsonaro-e-diz-que-estava-inoperante
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