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Jornalistas são barrados na Casa Branca após ordem de Trump

Presidente dos EUA anunciou a medida na sexta-feira (18), ao acusar CNN, MS NOW e Politico de divulgarem “fake news”

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Gabriel Durvalino , Emanuelle Menezes
Jornalistas são barrados na Casa Branca após ordem de Trump

Jornalistas da CNN e da MS NOW foram impedidos de entrar na Casa Branca neste sábado (19), um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que os dois veículos e o site Politico estavam proibidos de acessar o local.

Segundo a CNN Internacional, a repórter Betsy Klein, da CNN, a repórter Akayla Gardner e um fotógrafo da MS NOW tiveram o acesso negado nesta manhã ao chegarem para trabalhar.

“Eu questionei o motivo de não poder entrar. Ele [funcionário] disse que [a ordem] veio de cima dele”, disse Gardner, segundo a CNN.
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Trump anunciou na sexta-feira (18) que os três veículos de imprensa estavam proibidos de acessar a Casa Branca. Segundo o presidente, a medida teve efeito imediato. O anúncio foi feito em uma publicação na rede social Truth Social.

Na postagem, Trump acusou os três veículos de comunicação de divulgarem “fake news” e afirmou que eles não deveriam “escrever ou divulgar ficção e mentiras” durante a cobertura da Presidência. O republicano também sinalizou que outras empresas de comunicação poderão ser alvo de medidas semelhantes.

A decisão provocou reação dos veículos atingidos. A CNN afirmou que continuará apoiando os jornalistas responsáveis pela cobertura da Casa Branca. Em comunicado, a emissora declarou que possui o direito constitucional de realizar seu trabalho jornalístico “sem impedimentos ou interferências do governo” e classificou uma eventual restrição como um ataque a esse direito.

A MS NOW disse que pretende “tomar todas e quaisquer medidas necessárias para defender nossos direitos garantidos pela Primeira Emenda e o papel essencial do jornalismo independente em nossa democracia”.

O Politico também reagiu à decisão. O veículo afirmou que continuará realizando uma cobertura independente da Casa Branca e de futuros governos e disse que defenderá seus direitos previstos na Primeira Emenda diante de qualquer tentativa de restringir a atuação de seus jornalistas.

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