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Drones e foguetes atingem embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque

Ofensivas no Iraque aumentam tensão no Oriente Médio; não há registro de vítimas em Bagdá

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Reuters
18/03/2026, 04:48 • Atualizado em 18/03/2026, 04:48
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As investidas provocaram incêndios nas proximidades do complexo diplomático | Reuters

As investidas provocaram incêndios nas proximidades do complexo diplomático | Reuters

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque, foi alvo de ataques com drones e foguetes na noite de terça-feira (17).

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As investidas provocaram incêndios nas proximidades do complexo diplomático e aumentaram a tensão no Oriente Médio, que também registrou novos bombardeios em Beirute, no Líbano.

Segundo autoridades de segurança iraquianas, a embaixada, localizada na zona verde de Bagdá, sofreu pelo menos três ataques ao longo da noite.

O primeiro começou por volta das 19h. Já o segundo não foi interceptado pelo sistema de defesa aérea e provocou incêndios em áreas próximas ao complexo.

Além disso, ao menos três drones atingiram instalações americanas nas proximidades do Aeroporto Internacional de Bagdá. Até o momento, não há registro de mortos ou feridos.

Ataques no Líbano

Horas depois, ataques aéreos atingiram a capital libanesa, Beirute, na madrugada desta quarta-feira (18). Explosões também foram registradas na cidade vizinha de Baabda, com colunas de fumaça visíveis no céu.

Israel afirma que as ofensivas têm como alvo posições do grupo Hezbollah, em resposta a ataques realizados pela organização.

O Hezbollah, por sua vez, declarou que suas ações são uma reação à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O cenário de tensão se intensificou após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, durante confrontos recentes.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no 28 de fevereiro. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Dias antes do ataque, representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. A ação resultou em um comunicado conjunto entre França, Alemanha e Reino Unido, que sugeriram a possibilidade de entrar no conflito para "a defesa de seus interesses e de seus aliados".

As hostilidades entre Irã e Estados Unidos escalaram para o Estreito de Ormuz. Situada entre o Irã e Omã, a região é um ponto estratégico por ser a principal rota de saída para cerca de 20% do petróleo mundial. Por esse motivo, confrontos militares na região levantam sérias preocupações sobre a segurança energética e a estabilidade do mercado global de petróleo, o que pressiona a economia.

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