Tragédia em Mariana: Justiça inglesa mantém BHP responsável por desastre
Corte inglesa rejeita recurso da mineradora e determina pagamento de R$ 309 milhões em custos judiciais
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SBT Brasil
A Justiça do Reino Unido negou o pedido da mineradora BHP para recorrer de uma decisão que a considera legalmente responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, o maior desastre ambiental da história do Brasil.
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A Corte manteve o entendimento da primeira instância e confirmou que a BHP pode ser responsabilizada pelo desastre, mesmo sem operar diretamente a barragem.
Além de rejeitar o recurso, o tribunal determinou que a mineradora arque com 90% dos custos da fase 1 do julgamento e faça um pagamento antecipado de 43 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 309 milhões.
Esse valor refere-se apenas às despesas processuais e não reduz eventuais indenizações que venham a ser pagas às vítimas e comunidades atingidas.
Mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica atingiram Mariana (MG) | Divulgação/Fundação Renova
No dia 5 de novembro de 2025, o rompimento da barragem do Fundão completou 10 anos. A tragédia deixou 19 pessoas mortas, engoliu o distrito de Bento Rodrigues e contaminou o Rio Doce com um mar de mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica.
Os atingidos que entraram com a ação coletiva na Inglaterra são representados pelo escritório Pogust Goodhead. Entre eles, estão 23 mil indígenas e quilombolas, 46 municípios e mais 2 mil empresas, autarquias e instituições religiosas.
Em nota, o escritório de advocacia celebrou a decisão. "Pela primeira vez em uma década, uma das empresas envolvidas foi oficialmente responsabilizada. Uma decisão que ecoa além do Brasil: um marco para a justiça ambiental e para todas os atingidos que nunca deixaram de lutar", disse o Pogust Goodhead.
O desastre de Mariana
Em 5 de novembro de 2015 um tsunami de lama atingiu o antigo vilarejo do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, após o rompimento da barragem do Fundão, causando a morte de 19 pessoas. Esse é, ainda hoje, o maior desastre ambiental da história da mineração do país.
Há processos de responsabilização das empresas tanto em vara nacional quanto internacional. Em 2022, a corte inglesa confirmou que o caso poderia ser julgado na Inglaterra porque a Broken Hill Proprietary Company Limited Billiton (BHP), que, juntamente com a Vale, é controladora da Samarco, é anglo-australiana.
No Brasil: houve a abertura de dois processos. O primeiro dos governos estaduais de Minas e Espírito Santo (que também teve regiões atingidas pela onda de dejetos).
Tragédia em Mariana: Justiça inglesa mantém BHP responsável por desastreCorte inglesa rejeita recurso da mineradora e determina pagamento de R$ 309 milhões em custos judiciaisBrasil2026-01-19T23:46:48.930ZA Justiça do Reino Unido negou o pedido da mineradora BHP para recorrer de uma decisão que a considera legalmente responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, o maior desastre ambiental da história do Brasil. A empresa anglo-australiana, juntamente com a Vale, controla a mineradora Samarco, responsável pela barragem na ocasião. + A Corte manteve o entendimento da primeira instância e confirmou que a BHP pode ser responsabilizada pelo desastre, mesmo sem operar diretamente a barragem. Além de rejeitar o recurso, o tribunal determinou que a mineradora arque com 90% dos custos da fase 1 do julgamento e faça um pagamento antecipado de 43 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 309 milhões. Esse valor refere-se apenas às despesas processuais e não reduz eventuais indenizações que venham a ser pagas às vítimas e comunidades atingidas. Condenação em novembro Em novembro, a pelo rompimento. A decisão foi divulgada pelo Tribunal Superior de Londres. O julgamento da . O caso é considerado a maior ação coletiva ambiental do mundo. No dia 5 de novembro de 2025, o . A tragédia deixou 19 pessoas mortas, engoliu o distrito de Bento Rodrigues e contaminou o Rio Doce com um mar de mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica. Os atingidos que entraram com a ação coletiva na Inglaterra são representados pelo escritório Pogust Goodhead. Entre eles, estão 23 mil indígenas e quilombolas, 46 municípios e mais 2 mil empresas, autarquias e instituições religiosas. + Em nota, o escritório de advocacia celebrou a decisão. "Pela primeira vez em uma década, uma das empresas envolvidas foi oficialmente responsabilizada. Uma decisão que ecoa além do Brasil: um marco para a justiça ambiental e para todas os atingidos que nunca deixaram de lutar", disse o Pogust Goodhead. O desastre de Mariana Em 5 de novembro de 2015 um tsunami de lama atingiu o antigo vilarejo do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, após o rompimento da barragem do Fundão, causando a morte de 19 pessoas. Esse é, ainda hoje, o maior desastre ambiental da história da mineração do país. + Há processos de responsabilização das empresas tanto em vara nacional quanto internacional. Em 2022, a corte inglesa confirmou que o caso poderia ser julgado na Inglaterra porque a Broken Hill Proprietary Company Limited Billiton (BHP), que, juntamente com a Vale, é controladora da Samarco, é anglo-australiana. No Brasil: houve a abertura de dois processos. O primeiro dos governos estaduais de Minas e Espírito Santo (que também teve regiões atingidas pela onda de dejetos). O outro foi movido pelo Ministério Público e a Justiça Federal e , valor a ser corrigidos por juros.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/tragedia-em-mariana-justica-inglesa-mantem-bhp-responsavel-por-desastre