Brasil

Pirataria movimenta R$ 500 bilhões no Brasil e fortalece crime organizado, aponta estudo

Levantamento do Fórum Nacional contra a Pirataria mostra crescimento recorde do mercado ilegal em 2025

Um levantamento do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade aponta que o mercado da pirataria no Brasil movimentou cerca de R$ 500 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica.

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Segundo o estudo, o dinheiro gerado por produtos ilegais alimenta diretamente o crime organizado, além de provocar perdas bilionárias para a economia formal e para os cofres públicos.

Cigarros contrabandeados lideram mercado ilegal

Entre os produtos mais lucrativos para as organizações criminosas estão os cigarros contrabandeados. Grande parte dessas mercadorias entra no Brasil pela fronteira com o Paraguai, rota historicamente utilizada para o contrabando.

Nos últimos anos, no entanto, investigações apontam que grupos criminosos passaram a usar rotas mais complexas, incluindo caminhos que passam pelo Suriname antes de chegar ao território brasileiro.

O estudo também mostra que 30% dos cigarros vendidos no Brasil são de origem ilegal.

De acordo com o levantamento, facções criminosas colocaram em circulação cerca de 32 bilhões de unidades de cigarros ilícitos no último ano, gerando aproximadamente R$ 10 bilhões de lucro para o crime organizado.

Além disso, o comércio ilegal teria provocado perda fiscal estimada em R$ 85 bilhões para o governo.

Impacto na economia e na saúde

O presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria, Edson Vismona, afirmou que o avanço do mercado ilegal prejudica empresas que operam dentro da lei e também representa riscos para os consumidores.

Segundo ele, produtos contrabandeados ou falsificados não passam por controle sanitário ou fiscalização, o que pode trazer impactos à saúde.

“É um enorme impacto para os setores produtivos que cumprem a lei e pagam impostos. É a sociedade brasileira que perde e muito com esse comércio ilícito”, afirmou.

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