Saúde

Cidade de SP confirma segundo caso importado de sarampo

Paciente é um homem de 42 anos que reside na Guatemala; Centro de Vigilância Epidemiológica emitiu alerta para monitoramento

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Camila Stucaluc
29/04/2026, 06:16 • Atualizado em 29/04/2026, 07:43
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Cidade de SP confirma segundo caso importado de sarampo | Reprodução

Cidade de SP confirma segundo caso importado de sarampo | Reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, na terça-feira (28), o segundo caso importado de sarampo na capital paulista em 2026. Segundo a pasta, trata-se de um homem de 42 anos, com histórico de vacinação, residente na Guatemala.

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O caso foi notificado no final de março e confirmado por exames laboratoriais. No mês passado, a pasta já havia confirmado outro caso importado, envolvendo uma bebê de seis meses, sem histórico de vacinação e com registro de deslocamento para a Bolívia em janeiro deste ano.

Em meio ao cenário, o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo emitiu alerta para monitoramento da situação. “As medidas de controle foram deflagradas. Os contatos foram rastreados, orientados e serão monitorados por 30 dias”, disse o órgão.

Em 2025, foram registrados dois casos importados de sarampo em território paulista. Em nota, a secretaria de Saúde ressaltou que continua monitorando o cenário epidemiológico e reforçou que a vacinação é a principal forma de prevenção, especialmente diante do aumento do fluxo internacional de viajantes para grandes eventos realizados em países com registro de surtos.

É o caso da Copa do Mundo, realizada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá — países que enfrentam surtos da doença. Na última semana, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica alertando para o risco de contaminação por sarampo durante o torneio.

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. A transmissão do vírus do sarampo ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Entre os principais sintomas estão manchas vermelhas (exantema) no corpo, febre alta, tosse seca, irritação nos olhos e mal-estar intenso.

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação, conforme critérios estipulados pelo Ministério da Saúde. No SUS, há três tipos de vacinas disponíveis que protegem contra o sarampo:

  • Dupla viral: Protege contra os vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para bloqueio vacinal em situações de surto
  • Tríplice viral: Protege contra os vírus do sarampo, caxumba e rubéola
  • Tetra viral: Protege contra os vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora)

Todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.

  • Crianças: a vacinação contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A administração da primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade (tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola) e a segunda aos 15 meses (tetra viral– sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
  • Pessoas de 5 até 29 anos: devem tomar duas doses da vacina com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. A pessoa que comprovar 2 doses da vacina tríplice viral será considerada vacinada.
  • Pessoas de 30 a 59 anos de idade: devem tomar uma dose da vacina. A pessoa que comprovar 1 dose da tríplice viral será considerada vacinada.
  • Trabalhadores da saúde: devem receber duas doses da tríplice viral, a depender da situação vacinal, independentemente da idade. Considera-se vacinado o profissional que comprovar duas doses.

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