Saúde

Febre amarela e dengue: saiba diferenciar sintomas e a importância da vacinação

Casos em São Paulo acendem alerta para diagnóstico correto; doença pode ter letalidade de até 60%

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Mosquito transmissor da febre amarela

Seis casos de febre amarela foram confirmados no estado de São Paulo em 2026. A doença costuma ser confundida com a dengue por causa dos sintomas iniciais semelhantes, mas a distinção é considerada essencial para o diagnóstico e o tratamento adequados.

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A Secretaria de Saúde do Estado promoveu um seminário para orientar profissionais sobre como diferenciar os quadros clínicos. No início, os sintomas são parecidos: febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar e náuseas.

Ambas as doenças são transmitidas por mosquitos, mas têm evolução distinta. A dengue costuma provocar dor intensa atrás dos olhos, manchas na pele e dores generalizadas. Já a febre amarela pode causar icterícia (pele e olhos amarelados), além de comprometimento do fígado e dos rins.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou oito casos de febre amarela neste ano, com quatro mortes. Só em São Paulo foram seis casos e três óbitos. Pelo nível de letalidade, autoridades já tratam a situação como um surto.

A infectologista Rosana Richtmann afirma que o risco de morte é elevado.

“A febre amarela não é uma doença que você vê no pronto-socorro toda hora. Porém, quando começam a ter casos de febre amarela, todas as autoridades se preocupam, exatamente porque sabemos que o risco de se infectar de uma forma grave e morrer é entre 30% e 60%”, explica.

Não há tratamento específico para a febre amarela. Os médicos atuam apenas no controle dos sintomas enquanto o organismo combate o vírus, o que aumenta o risco de complicações graves. Por isso, a prevenção é considerada a principal estratégia de combate.

A vacinação segue como a principal forma de proteção. A recomendação, segundo especialistas, não se limita mais a moradores de áreas rurais ou viajantes.

“A vacina não é só para alguém que mora na área rural. Todos os brasileiros têm indicação da vacina para a gente não se preocupar”, afirma Richtmann.

Apesar disso, a procura por vacina ainda é baixa nos postos de saúde. Pessoas que receberam apenas dose fracionada na campanha de 2018 devem se vacinar novamente. A orientação é levar o comprovante para avaliação.

Em caso de sintomas, a recomendação é buscar atendimento médico imediato, especialmente em regiões com registros da doença ou de epizootias (mortes de macacos infectados).

“Na suspeita, se você está em região em que estão tendo casos de febre amarela ou de macacos que foram infectados, procure um médico para poder fazer o exame físico e de laboratório para chegar a um diagnóstico”, complementa a infectologista.

Quem deve se vacinar contra febre amarela

A vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde. Ela é recomendada na rotina para crianças aos 9 meses, com segunda dose aos 4 anos, e em dose única para pessoas a partir de 5 anos não vacinadas ou sem comprovante de vacinação:

  • Crianças: uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos
  • Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem tomar uma dose de reforço
  • Pessoas de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinadas devem receber uma dose única
  • Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018 devem verificar a necessidade de atualização da caderneta

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