Pentágono descarta ameaça após suspeita de vazamento
Alerta sobre possível alteração na qualidade do ar levou à adoção de protocolos de segurança; verificações não apontaram qualquer anormalidade

Vista aérea do Pentágono, em Washington, nos EUA | Foto: Joshua Roberts/Reuters - 03.03.2022
O Pentágono descartou, nesta quinta-feira (11), qualquer ameaça após a suspeita de vazamento de substâncias no local. As informações iniciais indicavam que o incidente poderia envolver materiais perigosos, o que levou à evacuação de vários andares da sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Segundo apuração de Patrícia Vasconcellos, correspondente do SBT News em Washington, a suspeita foi um alarme falso. Durante entrada ao vivo no Jornal do SBT News, ela explicou que um sistema altamente sensível de monitoramento da qualidade do ar detectou uma possível alteração, o que levou à adoção de protocolos de segurança.
Após a emissão de uma ordem de isolamento e da evacuação de diversos andares do edifício, equipes técnicas realizaram uma série de inspeções no local. Ao término das verificações, nenhuma anormalidade foi encontrada e as autoridades descartaram qualquer risco à saúde das pessoas que estavam no prédio.
O episódio causou apreensão entre funcionários, jornalistas e demais presentes no Pentágono. A situação ocorre justamente no dia da abertura da Copa do Mundo e em um contexto de maior tensão em Washington após os recentes atentados contra o presidente Donald Trump.
"Há uma tensão maior aqui na capital dos Estados Unidos. Não existe aquele clima de Copa do Mundo com o qual a gente está acostumado", afirmou Patrícia. Ela acrescentou que há muitas ruas e quarteirões bloqueados, além de um reforço no número de policiais e militares nas ruas.
Recentes ameaças contra Trump
Trump foi alvo de duas ameaças graves à segurança em um intervalo de poucas semanas. A primeira ocorreu em abril, durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington. Um homem armado conseguiu ultrapassar barreiras de segurança em um hotel onde estavam o presidente, integrantes do governo e jornalistas.
O suspeito disparou contra agentes do Serviço Secreto antes de ser detido. Trump foi retirado às pressas do local e saiu ileso, enquanto um agente ficou ferido, protegido pelo colete à prova de balas. As autoridades classificaram o episódio como uma tentativa de assassinato contra o presidente.
Menos de um mês depois, em maio, uma nova ocorrência de segurança foi registrada nos arredores da Casa Branca, quando um homem foi morto após abrir fogo contra agentes do Serviço Secreto. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Um pedestre também ficou ferido durante o incidente, enquanto nenhum agente de segurança foi atingido.
Jornalistas que trabalhavam na Casa Branca, incluindo Patrícia Vasconcellos, relataram momentos de tensão enquanto equipes de segurança isolavam a região e investigavam a ameaça. A correspondente do SBT News era a única jornalista brasileira presente no local no momento do ataque.















