Protestos no México marcam abertura da Copa do Mundo
Manifestantes incendiaram faixas e derrubaram barricadas próximas a uma estação de metrô na capital do país


A polícia impediu, nesta quinta-feira (11), que manifestantes se aproximassem das áreas próximas ao estádio Azteca, na Cidade do México, durante os preparativos para a cerimônia de abertura da Copa do Mundo. O episódio ocorreu em meio a protestos convocados por diferentes organizações sociais na capital mexicana.
Segundo o governo mexicano, ao menos 19 movimentos sociais haviam anunciado manifestações ao longo da semana de abertura do Mundial. Os atos estavam previstos nas imediações do estádio e na região do Zócalo.
Os protestos reuniram grupos diversos, incluindo coletivos de familiares de pessoas desaparecidas, professores dissidentes, organizações camponesas e trabalhadores do transporte. Integrantes de um grupo de apoio a familiares de desaparecidos exibiram cartazes com fotos das vítimas presos a grades de contenção ao longo do trajeto da marcha.
Durante a mobilização, parte dos manifestantes incendiou faixas e derrubou barricadas próximas a uma estação de metrô. Em resposta, forças de segurança foram deslocadas para conter o avanço e proteger o perímetro do evento.
Membros do sindicato de professores do Comitê Nacional de Coordenação dos Trabalhadores da Educação (CNTE) afirmaram que o movimento buscava pressionar o governo a abrir diálogo sobre temas como pensões, salários e reformas educacionais. Eles rejeitaram as acusações de que os atos tinham caráter de confronto.
O México é um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em conjunto com Estados Unidos e Canadá. O torneio termina em 19 de julho, data em que será disputada a grande final.















