Mbappé escreve carta após Copa: "Dói e continuará doendo"
Atacante agradece apoio da torcida francesa e celebra artilharia, mas diz que preferia ter encerrado Mundial como campeão; leia
Emanuelle Menezes
Kylian Mbappé | Reprodução/Redes sociais
Kylian Mbappé publicou nesta segunda-feira (27) uma carta aberta nas redes sociais para agradecer o apoio da torcida francesa após o fim da Copa do Mundo de 2026. O atacante reconheceu a frustração pela campanha da seleção, afirmou que a eliminação dói e destacou que deixa o torneio orgulhoso do grupo, apesar de não conquistar o título (leia a íntegra abaixo).
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"Não voltamos com um troféu coletivo. Dói, e continuará doendo por um tempo, não vou mentir sobre isso", disse.
Mesmo sem levantar a taça, Mbappé deixou a competição com marcas históricas. O camisa 10 chegou a 22 gols em Copas do Mundo e se tornou o maior artilheiro da história da competição. Ele também terminou o torneio como o artilheiro da edição, com dez gols.
Na carta, o atacante afirma que preferia encerrar o Mundial com o troféu, mas ressalta que o futebol nem sempre permite escolher o final da história.
"O título de artilheiro eu recebo com orgulho, mas teria gostado muito mais de conquistá-lo junto com a Copa. Talvez vocês merecessem um final mais bonito. Mas nem sempre escolhemos o fim da história; escolhemos o que colocamos nela, e demos tudo. Disso, temos orgulho", escreveu.
Ele também aproveitou para agradecer aos companheiros, ao técnico Didier Deschamps, à comissão técnica e aos torcedores franceses, além de reforçar que a trajetória da seleção continuará. Ao encerrar a mensagem, o atacante prometeu que a seleção voltará a escrever novos capítulos.
"Esta Copa do Mundo termina, mas a história continua", disse Mbappé.
Leia carta na íntegra:
"Um mês de emoção. De superação. De orgulho por vestir as cores da França. De paixão, acima de tudo, a mesma que nos move dentro de campo e que também move vocês diante da televisão e nas arquibancadas. Foi isso que vivemos juntos: uma história incrível.
Não voltamos com um troféu coletivo. Dói, e continuará doendo por um tempo, não vou mentir sobre isso. O título de artilheiro eu recebo com orgulho, mas teria gostado muito mais de conquistá-lo junto com a Copa. Talvez vocês merecessem um final mais bonito. Mas nem sempre escolhemos o fim da história; escolhemos o que colocamos nela, e demos tudo. Disso, temos orgulho.
Obrigado aos meus companheiros. Sem o trabalho deles, suas corridas, seus passes e esse espírito de equipe que nos carregou desde o primeiro até o último jogo, eu jamais teria marcado tantos gols. Esse prêmio é tanto deles quanto meu.
Quando eu era criança, sonhava em disputar uma Copa do Mundo, pelo menos uma. Joguei três. Ganhei uma e, neste ano, tive o orgulho de disputá-la usando a braçadeira de capitão. Nunca vou esquecer isso.
Vocês ficaram acordados até tarde, muitas vezes no meio da madrugada por causa do fuso horário, para nos assistir jogar do outro lado do mundo. Vocês se reuniram em casa, nos bares, em família ou entre amigos, por toda a França e também em outros países.
Outros estiveram ainda mais perto de nós, nos estádios, com a bandeira sobre os ombros. Crianças com os olhos brilhando, homens e mulheres de todas as origens e de todas as gerações reunidos pelo mesmo prazer de compartilhar esse momento. Essa é a força do futebol.
E vocês nunca deixaram de nos apoiar, nem mesmo nos momentos mais difíceis, até quando talvez merecêssemos menos. Essa história foi escrita por milhões de mãos, não apenas pelas nossas em campo, movidas pela mesma paixão.
Ao Didier, eu já disse tudo o que tinha para dizer. Obrigado a ele, a toda a comissão técnica, analistas, cozinheiros, preparadores, motoristas, todos aqueles que quase nunca aparecem, mas sem os quais nada disso seria possível. E também àqueles que nos receberam nos Estados Unidos durante toda a competição.
No fim das contas, o futebol continua sendo um jogo. Um jogo que levamos muito a sério e ao qual dedicamos a vida para dominar, mas que continua simples e não mudou desde que começamos a jogar: bola, gol e vontade de marcar. É por isso que ele nos reúne todos em torno da mesma paixão.
Esta Copa do Mundo termina, mas a história continua. Haverá outras partidas, outras noites de verão e de inverno em que estaremos novamente diante desse mesmo jogo, com a mesma vontade intacta.
Obrigado por tudo.
Kylian Mbappé"
Mbappé escreve carta após Copa: "Dói e continuará doendo"Atacante agradece apoio da torcida francesa e celebra artilharia, mas diz que preferia ter encerrado Mundial como campeão; leiaMundo2026-07-27T13:25:42.218ZKylian Mbappé publicou nesta segunda-feira (27) uma carta aberta nas redes sociais para agradecer o apoio da torcida francesa após o fim da Copa do Mundo de 2026. O atacante reconheceu a frustração pela campanha da seleção, afirmou que a eliminação dói e destacou que deixa o torneio orgulhoso do grupo, apesar de não conquistar o título (leia a íntegra abaixo). A França encerrou sua participação no Mundial sem medalha. A equipe foi , com gols de Oyarzabal e Pedro Porro. Depois, perdeu para a Inglaterra por 6 a 4 na . "Não voltamos com um troféu coletivo. Dói, e continuará doendo por um tempo, não vou mentir sobre isso", disse. Mesmo sem levantar a taça, Mbappé deixou a competição com marcas históricas. O camisa 10 chegou a 22 gols em Copas do Mundo e se tornou o . Ele também terminou o torneio como o artilheiro da edição, com dez gols. Na carta, o atacante afirma que preferia encerrar o Mundial com o troféu, mas ressalta que o futebol nem sempre permite escolher o final da história. "O título de artilheiro eu recebo com orgulho, mas teria gostado muito mais de conquistá-lo junto com a Copa. Talvez vocês merecessem um final mais bonito. Mas nem sempre escolhemos o fim da história; escolhemos o que colocamos nela, e demos tudo. Disso, temos orgulho", escreveu. Ele também aproveitou para agradecer aos companheiros, ao técnico Didier Deschamps, à comissão técnica e aos torcedores franceses, além de reforçar que a trajetória da seleção continuará. Ao encerrar a mensagem, o atacante prometeu que a seleção voltará a escrever novos capítulos. "Esta Copa do Mundo termina, mas a história continua", disse Mbappé. Leia carta na íntegra: "Um mês de emoção. De superação. De orgulho por vestir as cores da França. De paixão, acima de tudo, a mesma que nos move dentro de campo e que também move vocês diante da televisão e nas arquibancadas. Foi isso que vivemos juntos: uma história incrível. Não voltamos com um troféu coletivo. Dói, e continuará doendo por um tempo, não vou mentir sobre isso. O título de artilheiro eu recebo com orgulho, mas teria gostado muito mais de conquistá-lo junto com a Copa. Talvez vocês merecessem um final mais bonito. Mas nem sempre escolhemos o fim da história; escolhemos o que colocamos nela, e demos tudo. Disso, temos orgulho. Obrigado aos meus companheiros. Sem o trabalho deles, suas corridas, seus passes e esse espírito de equipe que nos carregou desde o primeiro até o último jogo, eu jamais teria marcado tantos gols. Esse prêmio é tanto deles quanto meu. Quando eu era criança, sonhava em disputar uma Copa do Mundo, pelo menos uma. Joguei três. Ganhei uma e, neste ano, tive o orgulho de disputá-la usando a braçadeira de capitão. Nunca vou esquecer isso. Vocês ficaram acordados até tarde, muitas vezes no meio da madrugada por causa do fuso horário, para nos assistir jogar do outro lado do mundo. Vocês se reuniram em casa, nos bares, em família ou entre amigos, por toda a França e também em outros países. Outros estiveram ainda mais perto de nós, nos estádios, com a bandeira sobre os ombros. Crianças com os olhos brilhando, homens e mulheres de todas as origens e de todas as gerações reunidos pelo mesmo prazer de compartilhar esse momento. Essa é a força do futebol. E vocês nunca deixaram de nos apoiar, nem mesmo nos momentos mais difíceis, até quando talvez merecêssemos menos. Essa história foi escrita por milhões de mãos, não apenas pelas nossas em campo, movidas pela mesma paixão. Ao Didier, eu já disse tudo o que tinha para dizer. Obrigado a ele, a toda a comissão técnica, analistas, cozinheiros, preparadores, motoristas, todos aqueles que quase nunca aparecem, mas sem os quais nada disso seria possível. E também àqueles que nos receberam nos Estados Unidos durante toda a competição. No fim das contas, o futebol continua sendo um jogo. Um jogo que levamos muito a sério e ao qual dedicamos a vida para dominar, mas que continua simples e não mudou desde que começamos a jogar: bola, gol e vontade de marcar. É por isso que ele nos reúne todos em torno da mesma paixão. Esta Copa do Mundo termina, mas a história continua. Haverá outras partidas, outras noites de verão e de inverno em que estaremos novamente diante desse mesmo jogo, com a mesma vontade intacta. Obrigado por tudo. Kylian Mbappé"São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/mbappe-escreve-carta-apos-copa-doi-e-continuara-doendo